Espetáculos



De Carne e Concreto (2014);
Autorretratodinâmico (2009); 
Cidade em Plano (2006), 
Aletheia (2003); 
Coisas de Cartum (2002),
Dalí (2000); 
Nada Pessoal (1998);
No Instante (1996);
Anti Status Quo Dança(1994);
Efeitos (1991).



DE CARNE E CONCRETO - Uma Instalação Coreográfica

Foto Mila Petrillo


De Carne e Concreto – Uma Instalação Coreográfica é um convite para entrar na reflexão sobre a condição urbana humana atual sob a perspectiva do corpo. Na fronteira entre a performance art, a intervenção urbana, as artes visuais, a dança contemporânea e experimentos sociais, o trabalho da Anti Status Quo Companhia de Dança de Brasília-DF coloca o público diante de questões sobre viver em sociedade em grande centros urbanos e sobre a lógica do sistema econômico atual. 

O grupo investe na relação com o público e com o espaço para abordar o tema e tem na escolha por espaços não-teatrais um dos diferenciais deste trabalho coreográfico.











Foto Mila Petrillo


A plateia entra no espaço performático usando sacolas na cabeça como máscaras. A partir daí, como uma experiência sociológica, uma espécie de jogo acontece. Ficção e realidade se confundem e a obra coreográfica se desvela. O formato de Instalação permite uma aproximação com a ideia de arte como experiência, inclui o espaço e o público como parte constituinte da obra e coloca o corpo e o comportamento humano no centro das questões dramatúrgicas.



                                   Foto Mila Petrillo




A relação do corpo com a cidade é abordada pela materialidade das coisas e pelas naturezas indissociáveis do individual e o coletivo, do espaço e o tempo, do corpo e a mente. A simplicidade e a precariedade são alternativas para escapar da espetacularização da arte e da vida e revelar as essências. O trabalho com as sensações é uma reação à insensibilização e a hierarquização da visão sob os outros sentidos. A crueza vem do desejo de tirar tudo aquilo que é supérfluo, que media ou maquia uma experiência para que a percepção reencontre o que ficou invisível pelas convenções e pela manipulação dos desejos.



    Foto Mila Petrillo



Release em inglês:


Of Flesh and Concrete – A Choreographic Installation is an invitation to become fully immersed and actively participate in an experience that question urban condition from the perspective of the body. At the boundary of contemporary dance, performance art, visual arts and social experiment, the work of Anti Status Quo Dance Company from Brasília-DF, Brazil, started with an investigation about the relationship between the body and the city, culminating in the interest about the way we are living in society at large urban centers, and how our current economic system shapes our behavior. 




Foto: Mila Petrillo




Para saber mais sobre o trabalho:

Refletir sobre o funcionamento da sociedade pela perspectiva do corpo levantou questões sobre viver em coletividade e sobre como o sistema econômico vigente cria uma espécie de modus operandi que molda nosso comportamento e estabelece formas de nos relacionarmos com nós mesmos, com o outro, em grupo e com o espaço que habitamos. É dessa forma que este trabalho coloca nosso sistema de valores no centro das reflexões e da abordagem dramatúrgica.

O investimento na experimentação e quebra de convenções, na relação com o público e na pesquisa de linguagem permitiu que a Companhia desenvolvesse uma obra coreográfica que pode ser considerada uma vivência, no limiar entre realidade e ficção. Apoiado na ideia de dramaturgia do acontecimento, o processo criativo foi desenvolvido com os bailarinos a partir do estabelecimento de circunstâncias de grupo, conjunturas dispositivos que incitavam ações.

O formato de instalação de “De Carne e Concreto”, dialoga com modos de operação artística mais comuns nas artes visuais e foi escolhido como estratégia compositiva por ajudar no engajamento da plateia e na própria construção do conteúdo dramatúrgico. A experiência da Companhia com a intervenção urbana também influencia a linguagem deste trabalho na relação com o espaço e com cada integrante do público.

Público e bailarinos habitam o mesmo espaço sem a divisão convencional entre palco e plateia. Sem hierarquias, entre público e artista, o contexto gera inúmeras situações. A proximidade entre os corpos promove o engajamento sensório e a empatia. Espectador e performers se confundem. O corpo do público é agente coreográfico e participa ativamente na construção dramatúrgica e na multiplicidade dos sentidos. O espaço é elemento vivo na coreografia e propõe interações. As apropriações, ajustes e transformações que acontecem nos corpos na relação com o espaço, correlacionadas com as experiências do corpo e o comportamento no cotidiano da cidade e da vida em coletividade, ativa vários níveis da percepção e pode provocar inúmeras reflexões. A obra no formato de instalação proporciona uma experiência única para cada indivíduo do público de forma crítica, política, sensória e afetiva.






Além do trabalho de 140 minutos de duração que o público participa juntos com os bailarinos da Companhia , há  a instalação - exposição.

Entenda melhor:

"De Carne e Concreto" consiste em duas propostas artísticas que se convergem: uma instalação coreográfica que fica aberta à visitação pública durante todo o dia, e o espetáculo - instalação que é apresentado à noite:


 1- Espetáculo – Apresentação de dança contemporânea com 8 bailarinos e 120 minutos de duração, realizado em espaço não teatral ( galeria, galpões, ou espaços amplos sem divisão plateia/palco) para público de aproximadamente 100 pessoas (dependendo da capacidade de lotação do espaço).

 2- Exposição – Instalação coreográfica com ambientes construídos com projeções de videodanças , videocenários, foto montagens, objetos escultóricos e design de som que fica aberta à visitação pública durante um longo período de tempo (de acordo com o horário de funcionamento da galeria ou espaço alternativo expositor). 


 3- Site interativo para visita virtual da Exposição: http://www.decarneeconcreto.art.br

Ambas propostas podem ser apreciadas separadamente, como propostas distintas e, também, como propostas complementares. Podemos viajar, assim só com o espetáculo, ou só com a exposição ou com as duas propostas. O espetáculo é geralmente apresentado à noite e a exposição aberta ao público durante todo o dia (manhã e tarde).A exposição ainda tem um site de visita virtual.




     Foto Mila Petrillo

Dessa forma, todo o trabalho é uma proposta artística transmídia, pois desenvolve em 3 suporte diferentes dramaturgias com contornos próprios seguindo a especifidade de cada mídia: espetáculo-instalação, exposição-instalação e site. Iniciativa inédita no campo da dança em Brasília, que e deu a partir de um mergulho reflexivo sobre a relação do corpo com a cidade realizado desde 2003 pela Anti Status Quo.  

A exposição:


Foto Mila Petrillo


Foto: Luciana Lara 


Foto Mila Petrillo
                                     


A instalação coreográfica - exposição é composta por vestígios da apresentação do espetáculo, a partir das marcas da presença dos bailarinos. É feita dos rastros que o corpo deixou no espaço. A galeria é coreografada por meio de vídeos projeções e instalações para criar ambiente que proporcione a imersão sensória do público que o faça engajar na reflexão sobre a condição humana nas cidades, como a relação com o próprio espaço que vivemos e com o outro.



    Foto Mila Petrillo



                                  Foto Luciana Lara







Histórico do trabalho:

De Carne e Concreto - uma Instalação Coreográfica é o décimo trabalho da Companhia e estreou em 5 de Novembro de 2014  na cidade de Taguatinga-DF, no Foyer do Teatro da Praça. Desde então o espetáculo tem se apresentado em importantes  festivais de dança e artes cências como: Mostra de Dança XYZ (2016), Cena Contemporânea - Festival Internacional de Teatro de Brasília  (2016), MID - Movimento Internacional de Dança ( 2016) , Festival Vivadança (2017), Festival Brasileiro de Teatro - cena Belo Horizonte (2017)  Salvador-BA. Sua próxima apresentação será em novembro de 2017   no Festival Panorama  no Rio de Janeiro -RJ 



Design do cartaz da estreia em 2014: Marconi Valadares. Fotos: Luciana Lara e Marconi Valadares 


Esta criação da A.S.Q. Companhia de Dança é parte da pesquisa “Corpo e Cidade”, iniciada em 2003, que se desdobrou do processo criativo de seu espetáculo anterior “Cidade em Plano” e de todos os estudos realizados que deu origem ao projeto de intervenções urbanas “Jamais seremos os mesmos”.


Diretora Luciana Lara e os bailarinos da Cia de 2014 trabalharam em colaboração durante o processo de criação. 

A Companhia também teve a contribuição de dois artistas convidados, o coreógrafo e pesquisador piauiense Marcelo Evelin e o coreógrafo e artista contextual carioca Gustavo Ciríaco. Cada um realizou uma oficina residência de 48 horas durante o processo criativo de De Carne e Concreto que contribuíram significativamente para o aprofundamento e expansão das pesquisas de linguagem e de dramaturgia. Durante a temporada de apresentações uma terceira oficina residência foi ministrada pela bailarina e coreógrafa Denise Stutz que contribuiu nesta etapa para o trabalho dos intérpretes no aprimoramento da presença e do trabalho com o outro.



Foto Marconi Valadares                   

Críticas:


O espetáculo De Carne e Concreto – Uma Instalação Coreográfica, da diretora e coreógrafa Luciana Lara, foi sem dúvidas a melhor coisa que vi este ano. É brilhante porque assume uma linguagem totalmente contemporânea, que confunde a plateia. Você não sabe se está dentro da peça ou se é espectador por conta da interação. As pessoas entram de máscaras e, de alguma maneira, perdem sua identidade ali. É uma peça que cria um jogo de personagens, onde o público é protagonista e se perde no meio de lixos espalhados”.

Hugo Rodas, diretor de teatro – Reportagem Jornal de Brasília 17/12/2014. Disponível em: http://www.jornaldebrasilia.com.br/viva/os-melhores-do-ano-na-opiniao-dos-artistas/



"De Carne e Concreto, a instalação-espetáculo e/ou a exposição cartográfica, é uma experiência verticalizante da Anti Status Quo (DF). É impossível sair imune do que a coreógrafa Luciana Lara e seu corpo de bailarinos-criadores propõem ao espectador-partícipe: sejam por meio das imagens visuais proporcionadas em cena, sejam pelo mosaico de sentidos que se estabelecem. Como a força de um redemoinho, o espetáculo arrasta a plateia para o olho nervoso da criação..."

Trecho do texto do jornalista, diretor e crítico teatral Sergio Maggio - Projeto 3 olhares e 1 dança. Texto na íntegra disponível em: http://www.dancaxyz.com.br/blank-qax35



"... Com grande preocupação estética, composições plásticas de forte beleza vão sendo mostradas. Mais um trabalho da Antistatusquo que mostra sua preocupação em discutir questões sociais e políticas com profundidade e competência."

Trecho do texto do ator, diretor teatral e professor emérito da UnB João Antonio Esteves . Projeto 3 olhares e 1 dança. Texto na íntegra disponível em: http://www.dancaxyz.com.br/blank-qax35



"Uma questão que também perpassa este trabalho é o como viver junto tanto na perspectiva de uma vida social de partilha e encontros e dissensos e negociações das tantas imagens construídas e evocadas, quanto na proposta da própria instalação coreográfica: que lugar ocupar naquele evento? Que performance é também possível ao espectador-participante? Quais os limites da experiência deste estar junto proposto (o quente e o frio desta instalação, quando o público passa a ser somente observador)? Neste sentido, a discussão sobre o comum, fortemente presente nos dias atuais, é relevante, pois há uma disposição em considerar o público como elemento importante da instalação coreográfica, de massa consumista à multidão de singularidades que pode alterar e compor quadros, passando também pela redução a um bloco de entusiastas das formas e das imagens já consolidadas de resistência e protesto."

Trecho de crítica publicada no site de críticas Horizonte da Cena intitulada : "A Materialidade dos movimentos fazendo carne, decompondo mundos e abrindo brechas de presença" de Clóvis domingos, pesquisador da cena contemporânea, diretor teatral e performer e Mário Rosa, historiador, mestre em arte e educação pela FaE-UFMG, dramaturgo, professor, crítico convidado do Horizonte da Cena. Texto na íntegra disponível em: http://www.horizontedacena.com/a-materialidade-dos-movimentos-fazendo-carne-decompondo-mundos-e-abrindo-brechas-de-presenca/



"Algo se passou com aqueles corpos e com os nossos corpos – falo especificamente disso: daquilo que resta – o que o acontecimento cênico consegue gerar quando esgarça suas potências até o ponto em que deixa um vazio pleno. Em que eu, como espectador (no caso, um espectador também participante da paisagem), posso subjetivar, quando o que já foi ainda ressoa, continua reverberando."

Trecho de texto publicado no site do pesquisador e criador cênico, arte-educador e gestor cultural Luiz Carlos Garrocho de Belo Horizonte-BH. O texto na íntegra está disponível em: http://www.luizcarlosgarrocho.redezero.org/de-carne-e-concreto-uma-instalacao-coreografica/



Foto Mila Petrillo                                  




Foto Mila Petrillo



Foto: Mila Petrillo





                                      Foto: Mila Petrillo



Ficha Técnica

Direção geral: Luciana Lara

Concepção do espetáculo-instalação: Luciana  Lara  com a criação em colaboração com os dançarinos e artistas convidados.

Elenco atual: Camilla Nyarady;  Cristhian Cantarino; Déborah Alessandra;João Lima; Luciana Matias; Márcia Regina: Raoni Carricondo e Roberto Dagô.

Dançarinos colaboradores: Camilla Nyarady; Carolina Carret; Cristhian Cantarino; João Lima; Luara Learth; Raoni Carricondo; Robson Castro e Vinícius Santana.

Artistas colaboradores convidados (Oficina residência): Marcelo Evelin, Gustavo Ciríaco e Denise Stutz

Design gráfico: Marconi Valadares

Concepção e expografia da instalação-exposição: Luciana Lara 

Fotografias da instalação-exposição: Luciana Lara

Fotografias de divulgação: Mila Petrillo, Marconi Valadares e Luciana Lara

Captação de imagens e edição dos vídeos da instalação-exposição: Thiago Araújo

Assessoria de imprensa: Rodrigo Machado

Gyrotonic: Kenya Sampaio (Personal Pilates)

Design de som: Antonio Serralvo

Site: Luciana Lara e Marconi Valadares

Programação: Renato Valadares


Contato

Luciana Lara

61 9 96454443

lucianalara.asq@gmail.com

Blog: http://www.criacaoabertaantistatusquo.blogspot.com.br



Produção

Marconi Valadares

61 9 99646464


marconi.valadares@gmail.com



Fotos de outros fotógrafos tiradas durante apresentações em festivais:


Fotos Cena Contemporânea- Festival Internacional de Artes Cênicas de Brasília: 



Foto: Júnior Aragão

 

     Foto: Júnior Aragão




     Foto: Júnior Aragão




     Foto: Júnior Aragão





    Foto Nithyama Macrini








CIDADE EM PLANO








“Cidade em Plano” é uma criação em  dança contemporânea da Anti Status Quo Companhia de Dança que investiga a relação do corpo com a cidade de Brasília.

Misto de artes visuais, performance e teatro, ao som de trilha quadrifônica especialmente composta para o espetáculo, quatro bailarinos flutuam  no desenho da cidade, vestem  seu skyline, viram cerrado, reveem a história de sua construção e criticam seus cartões-postais,  redimensionando a monumental capital da esperança.



 



 Com imagens fortes e metafóricas, a dramaturgia propõe discussões sobre as perspectivas arquitetônica, simbólica, histórica, sensória e política do corpo na capital do poder.

A coreografia ás vezes é um convite à contemplação visual, outras vezes à reflexão crítica e ainda ao mergulho sensório nas imagens e sons.




 























As ideias de corpo como paisagem, de corpo na cidade e de cidade no corpo também estão presentes na dramaturgia do espetáculo, tornando visíveis diferentes maneiras de perceber a cidade.
  


A pesquisa artística partiu da ideia de que o espaço urbano é uma manifestação concreta da natureza dos homens e, neste raciocínio, a cidade seria um vestígio de seus desejos, ambições, ideário e contradições.



Brasília foi construída para ser a capital do país, faz parte do imaginário brasileiro, é símbolo da ambição do país de ser moderno, marcou a história do Brasil com a sua invenção, sua arquiteura e seu urbanismo  e espelha os paradoxos de nossa cultura.








O oitavo trabalho de dança contemporânea, a Anti Status Quo Companhia de Dança  realizou uma pesquisa artística sobre Brasília a partir de uma perspectiva de quem vive nela, de quem a habita com seu próprio corpo, uma visão de dentro da cidade, de dentro do corpo.


A percepção da cidade é a de quem cresceu com o pé na terra vermelha, correndo nos espaços amplos, catando casca de cigarra nas árvores, com a vastidão do céu sobre as suas cabeças e o horizonte nos olhos, escutando histórias e se confundindo com elas ao criar a sua própria.








Criado em 2006, o espetáculo continua muito atual. A dramaturgia do espetáculo Cidade em Plano tem relação estreita com aos  acontecimentos no Brasil em Julho de 2013, pois torna visível na sua dança e nos corpos dos bailarinos as insatisfações e a crítica política que pareciam estar latentes na sociedade brasileira já há muito tempo. Parte do espetáculo parece até ter sido criado  em 2013, a partir dos sentimentos que levaram milhões de cidadãos às ruas, colocando o corpo no centro das discussões e da crítica às instituições de poder e à forma como o Brasil está sendo conduzido pelos nossos governantes.







A idealização do espetáculo, possui duas versões de encenação. A versão instalação sai do teatro italiano e inclui o público no espaço cênico, propondo várias perspectivas da encenação e do corpo das intérpretes em relação à cidade. O público imerso no espaço com os 4 intérpretes se desloca durante todo espetáculo experimentando distâncias e perspectivas diferentes dos corpos dos bailarinos.






O espetáculo também pode ser visto em versão para palco italiano. Nessa versão, o público tem um elemento novo na encenação que é o uso de vídeo projeções que revelam detalhes da coreografia e adiciona as perspectivas diferentes do corpo.













A pesquisa coreográfica foi feita pela coreógrafa Luciana Lara em colaboração inicialmente com as bailarinas Carol Carret, Cláudia Duarte, Gigliola Mendes, Marcela Brasil e Aline Maria. Na segunda fase do processo criativo colaboraram também: Karla Freire, Rafael Villa, Robson Castro e Juliana Sá.
A composição da trilha sonora original foi feita por Valéria Lehmann, Paulucci Araújo e Pablo Patrick com colaboração do DJ Chico Aquino. O trabalho do sound designer Antonio Serralvo tornou possível a idéia de fazer da trilha um cenário sonoro com a quadrifonia, assim, o público percebe o som se deslocando no espaço, vindo de várias direções.
O cenário, figurino e objetos de cena foram idealizados por Luciana Lara e Marconi Valadares.

 
 

 
 






"Cidade em Plano" contou com o patrocínio do Fundo de Apoio a Cultura do DF (FAC) e do Prêmio Funarte/Petrobrás – 2005 para sua montagem. Em 2006 a A.S.Q. ganhou o prêmio Klauss Vianna de Dança para realizar um desdobramento da pesquisa, o vídeo-dança piloto “De Carne e Pedra – Cidade em Plano”. Em 2008, Luciana Lara recebe o prêmio Estímulo à Crítica da FUNARTE para escrever sobre o processo criativo do espetáculo e publicar o livro "Arqueologia de Um Processo Criativo - Um Livro Coreográfico"
 
O espetáculo estreou em 2006 na Mostra de Dança XYZ em Brasília, no Centro de Dança do DF. Desde então vem se apresentando em Brasília e em outros estados, participando de vários festivais. O espetáculo já participou da Bienal de Santos -SP, do Festival do Teatro da Dança em São Paulo-SP, do Festival Internacional de Teatro de Brasília - Cena Contemporânea, do Festival Brasileiro de Teatro - Cena Distrito Federal em Campo Grande - MS e do FITAZ - Festival Internacional de teatro de La Paz, na Bolívia. Em 2014 realiza uma Circulação Nacional que inclui as cidades de Curitiba-PR, Recife-PE e Salvador-BA.


























FICHA TÉCNICA


Cidade em Plano


DIREÇÃO ARTÍSTICA
Luciana Lara

COREOGRAFIA E DRAMATURGIA
Luciana Lara com colaboração do elenco e bailarinos colaboradores

ELENCO:
João Lima
Luara Learth
Vinícius Santana
Valéria Rocha
Raoni Carricondo


BAILARINOS COLABORADORES
Carolina Carret
Cláudia Duarte
Marcela Brasil
Gigliola Mendes
Aline Maria
Karla Freire
Robson Castro
Rafael Villa
Juliana Sá
Breno Metre
Paula Queiroz
Thais Khouri 
Leandro Menezes


TRILHA SONORA ORIGINAL

Composição
Valéria Lehmann

Pesquisa de roteiro de sons

Paulucci Araújo

Chico Aquino
Luciana Lara

Captação de som

Paulucci Araújo

Marconi Valadares
Pablo Ornelas
Antonio Serralvo

Mixagem dos sons

Antonio Serralvo e Luciana Lara com colaboração de Pablo Ornelas e Chicco Aquino

Designer de som e edição de vídeo pôr do sol
Antonio Serralvo

Captação e edição do vídeo da cena cartões-postais
Luciana Lara

Concepção do cenário e figurino
Luciana Lara e Marconi Valadares

Cenotecnia, produção e confecção dos figurinos e objetos de cena
Marconi Valadares

Iluminação
Marcelo Augusto

Fotos
Débora Amorim, Luciana Lara, Marconi Valadares, Geisy Garnes e José Eugênio.




Patrocínio da montagem do espetáculo
Fundo de apoio à Cultura do Distrito Federal – FAC (2005)













AUTORRETRATO DINÂMICO





O ponto de partida da pesquisa coreográfica do nono  espetáculo da  Companhia: Autorretrato Dinâmico é a hipótese de que o movimento do corpo expressa de forma consciente e inconsciente a complexidade humana na relação com o ambiente em que vive. A materialização do movimento no espaço e no tempo, dessa forma, seria a combinação de expressões dos estados de espírito, da genética, da cultura, dos desejos, de impulsos da mentalidade, da personalidade, da memória, ou seja da relação do homem com o mundo. 




 Assim, seguindo essa linha de reflexão, a forma pela qual cada um de nós nos movemos é a expressão  do mundo que percebemos e vivemos. As idiossincrasias e as características particulares do movimento de cada um dos quatro intérpretes que estarão em cena, podem assim serem vistas como quatro formas de expressão, interpretação, percepção e construção de mundo.

 Se o mundo está sempre se modificando, nós também estamos sempre mudando. Então, quem somos nós? O que se fixa e não muda? O que nos faz nos reconhecermos como indivíduo que possui uma identidade? Como é então a essência dessa identidade que é mutável mas ao mesmo tempo é reconhecível?







O título do espetáculo baseia-se no conceito de identidade como um processo que está sempre em transformação e reinvenção.A investigação da expressão da identidade do indivíduo no movimento, em um âmbito maior, provoca questionamentos sobre nossas percepções de mundo, nossas escolhas, sobre nossas ações e suas conseqüências, ou seja, sobre nosso papel em um mundo complexo, diverso, multicultural, híbrido, tecnológico e veloz.

Os temas que permeiam o interesse da pesquisa são : identidade, percepção, dança e expressão.




















 







Ficha Técnica de AutorretratoDinâmico
Direção: Luciana Lara
Bailarinos Criadores: Karla Freire, Leandro Menezes, Marcela Brasil e Rafael Villa
Bailarinos colaboradores: Breno Metre, Robson Castro e Juliana Sá
Dramaturgia: Luciana Lara e bailarinos
Consultoria em filosofia: Gigliola Mendes
Iluminação: James Fensterseifer e Luciana Lara
Figurino: Criação individual
Trilha sonora: Seleção Luciana Lara e Rafael Villa
Vídeo divulgação: Rafael Villa
Fotos: Débora Amorim e Luciana Lara
Produção, Direção técnica e Design gráfico: Marconi Valadares
Assistentes de produção: Rodrigo e Renato Valadares
Apoio: FAC - Fundo de Apoio á Cultura do DF