Espetáculos

Autorretratodinâmico (2009); 
Cidade em Plano (2006), 
Aletheia (2003); 
Coisas de Cartum (2002),
Dalí (2000); 
Nada Pessoal (1998);
No Instante (1996);
Anti Status Quo Dança(1994);
Efeitos (1991).







Cidade em Plano é o oitavo trabalho de dança contemporânea da Anti Status Quo Companhia de Dança .Para este trabalho, a Companhia realizou uma pesquisa artística sobre Brasília a partir de uma perspectiva de quem vive nela, de quem a habita com seu próprio corpo, uma visão de dentro da cidade, de dentro do corpo.

Brasília faz parte do imaginário brasileiro, é símbolo da ambição do país de ser moderno, marcou a história do Brasil com a sua invenção e espelha os paradoxos de nossa cultura.

A percepção dessa cidade é a de quem cresceu com o pé na terra vermelha, correndo nos espaços amplos, catando casca de cigarra nas árvores, com a vastidão do céu sobre as suas cabeças e o horizonte nos olhos, escutando histórias e se confundindo com elas ao criar a sua própria.


A idealização do espetáculo, na versão instalação sai do teatro italiano e inclui o público no espaço cênico, propondo várias perspectivas da encenação e do corpo das intérpretes em relação à cidade.
O público imerso no espaço com os 4 intérpretes se desloca durante todo espetáculo experimentando distâncias e perspectivas diferentes.

A coreografia ás vezes é um convite à contemplação visual, outras vezes à reflexão e ao mergulho sensório nas imagens e sons.

O espetáculo também pode ser visto em versão para palco italiano. Nessa versão, o público tem um elemento novo na encenação que é o uso de vídeo projeções que revelam detalhes da coreografia e adiciona as perspectivas diferentes do corpo.





A pesquisa coreográfica foi feita pela coreógrafa Luciana Lara em colaboração incialmente com as bailarinas Carol Carret, Cláudia Duarte, Gigliola Mendes, Marcela Brasil e Aline Maria. Na segunda fase do processo criativo colaboraram também: Karla Freire, Rafael Villa, Robson Castro e Juliana Sá.
A composição da trilha sonora original foi feita por Valéria Lehmann, Paulucci Araújo e Pablo Patrick com colaboração do DJ Chico Aquino. O trabalho do sound designer Antonio Serralvo tornou possível a idéia de fazer da trilha um cenário sonoro com a quadrifonia, assim, o público percebe o som se deslocando no espaço, vindo de várias direções.
O cenário e o figurino foram idealizados por Luciana Lara e Marconi Valadares.





A montagem do espetáculo "Cidade em Plano" contou com o patrocínio do Fundo de Apoio a Cultura do DF (FAC) e do Prêmio Funarte/Petrobrás – 2005. Em 2006 a A.S.Q. ganhou o prêmio Klauss Vianna de Dança para realizar um desdobramento da pesquisa, o vídeo-dança piloto “De Carne e Pedra – Cidade em Plano”.

O espetáculo estreou em 2006 na Mostra de Dança XYZ , no Centro de Dança do DF. Desde então vem se apresentando em Brasília e em outros estados. O espetáculo já participou da Bienal de Santos -SP, do Festival do Teatro da Dança em São Paulo-SP e do Festival Internacional de Teatro de Brasília - Cena Contemporânea.




















Fotos do Cidade em Plano: Débora Amorim, Marconi Valadares, Luciana Lara e José Eugênio.











O ponto de partida da pesquisa coreográfica do nono  espetáculo da  Companhia: Autorretrato Dinâmico é a hipótese de que o movimento do corpo expressa de forma consciente e inconsciente a complexidade humana na relação com o ambiente em que vive. A materialização do movimento no espaço e no tempo, dessa forma, seria a combinação de expressões dos estados de espírito, da genética, da cultura, dos desejos, de impulsos da mentalidade, da personalidade, da memória, ou seja da relação do homem com o mundo. 




 Assim, seguindo essa linha de reflexão, a forma pela qual cada um de nós nos movemos é a expressão  do mundo que percebemos e vivemos. As idiossincrasias e as características particulares do movimento de cada um dos quatro intérpretes que estarão em cena, podem assim serem vistas como quatro formas de expressão, interpretação, percepção e construção de mundo.

 Se o mundo está sempre se modificando, nós também estamos sempre mudando. Então, quem somos nós? O que se fixa e não muda? O que nos faz nos reconhecermos como indivíduo que possui uma identidade? Como é então a essência dessa identidade que é mutável mas ao mesmo tempo é reconhecível?







O título do espetáculo baseia-se no conceito de identidade como um processo que está sempre em transformação e reinvenção.A investigação da expressão da identidade do indivíduo no movimento, em um âmbito maior, provoca questionamentos sobre nossas percepções de mundo, nossas escolhas, sobre nossas ações e suas conseqüências, ou seja, sobre nosso papel em um mundo complexo, diverso, multicultural, híbrido, tecnológico e veloz.

Os temas que permeiam o interesse da pesquisa são : identidade, percepção, dança e expressão.




















 







Ficha Técnica de AutorretratoDinâmico
Direção: Luciana Lara
Bailarinos Criadores: Karla Freire, Leandro Menezes, Marcela Brasil e Rafael Villa
Bailarinos colaboradores: Breno Metre, Robson Castro e Juliana Sá
Dramaturgia: Luciana Lara e bailarinos
Consultoria em filosofia: Gigliola Mendes
Iluminação: James Fensterseifer e Luciana Lara
Figurino: Criação individual
Trilha sonora: Seleção Luciana Lara e Rafael Villa
Vídeo divulgação: Rafael Villa
Fotos: Débora Amorim e Luciana Lara
Produção, Direção técnica e Design gráfico: Marconi Valadares
Assistentes de produção: Rodrigo e Renato Valadares
Apoio: FAC - Fundo de Apoio á Cultura do DF