Para comemorar o aniversário de 7 anos, o grupo de Brasília Teatro do Concreto está fazendo essa Mostra! Vale a pena conferir!
28/06/2011
22/06/2011
Compartilhando trechos de leituras e reflexões
O dicotomismo mente e corpo é tão combatido e vira e mexe nos expressamos influênciados por este modelo, forma de entender, pensar ou expressar sobre o mundo. Porque será que isso ainda acontece?
"The mind/body dichotomy itself can therefore be seen as an extension of the body, expressing symbolically the separate functions of the left and right hemispheres of the brain. Because much social life is dominated by language and linear thinking, the arts are necessary not merely at an ideological level as mediators between mental and manual labour: they have a biological function in activating both hemispheres of the brain and so contributing to a more complete human consciousness."
BLACKING, John. Towards an Anthropology of The Body. In:__________. Anthropology of the Body. London, Academic Press, 1977.
Encontrei no texto "Towards an antropology of the body" de John Blacking (1977) muitas reflexões iluminadoras entre elas uma interessante maneira de pensar que o dicotomismo mente e corpo pode ser visto como uma extensão do corpo, expressando simbolicamente as funções separadas do lado esquerdo e direito do cérebro(tradução minha). Sendo o esquerdo predominantemente envolvido com um pensar analítico, como a linguagem e a lógica, processando informação sequencialmente. O lado direito, em contraste, parece ser responsável pela orientação espacial, talentos artísticos, consciência corporal e por exemplo, reconhecimento de rostos, processando assim informações mais difusas que o lado esquerdo, integrando o material de forma simultânea, em vez de linearmente.
Se isso for realmente o que acontece, todo conhecimento sobre uma mesma coisa é muito bem vindo e complementar, ajudando assim a sentirmos/pensarmos o mundo na sua real complexidade, de várias formas e sob vários prismas.
Se isso for realmente o que acontece, todo conhecimento sobre uma mesma coisa é muito bem vindo e complementar, ajudando assim a sentirmos/pensarmos o mundo na sua real complexidade, de várias formas e sob vários prismas.
No trabalho da Companhia conversar e "teorizar" nosso dançar é parte importante de todo processo, desde o treinamento, durante o processo criativo e nos ensaios. Fazemos por necessidade de conscientização, como trabalho de refinamento das abordagens do movimento e de aprofundamento e tomada de consciência do que nos atravessa culturalmente, psicologicamente, socialmente,etc. Nossa aproximação com as teorias é extremamente prazeiroza, inspirdora e dialógica. É muito bom encontrar no texto de John Blacking o que de alguma forma sinto no corpo quando danço, essa nossa forma de trabalhar vem alimentando muito nossas percepções e maneira de mover!
BLACKING, John. Towards an Anthropology of The Body. In:__________. Anthropology of the Body. London, Academic Press, 1977.
07/06/2011
Fotos da Intervenção Coletiva Subterrânea
O Núcleo de Formação da ASQ fez uma intervenção urbana na semana passada.
Aqui, um pouco do que aconteceu pelas lentes de Guilherme Tavares.
Para ver mais fotos acesse o blog do nucleo: http://www.hojetemdanca.blogspot.com/

01/06/2011
Jogo de espelho
O que me move neste momento é o quanto que todos os textos que estou lendo reverberam em mim. Sim, não o quê, mas quanto. As verdades que encontro neles só são possíveis de serem encontradas porque já estavam em mim? Pura trama e armadilha da cognição e da linguagem que me faz pensar assim ou seria pretensão? Talvez só constatação. Faço exercício diário de tentar acreditar em mim. Minto–me.
As palavras elucidam, acalmam e muitas vezes me aceleram também porque desabafa o que o corpo vive e ao mesmo tempo não são o bastante. Nunca. A velocidade vem daí, da angustia da busca. Ler expurga coisas que não consigo escrever. Falar é uma maneira de pensar e escrever me possibilita meios de organizar e de me referir aquilo que sei no ato, no movimento, na sensação, definitivamente no corpo. Dançar é mais fácil. Meu corpo, já sabe. Es nem tudo que sei vira palavra. E ás vezes vira palavra errada.
E talvez não seja possível expressar com palavras porque a mente trabalha focando, sintetizando e o corpo é vida sem controle expressa sentindo e aprende ensinando. Olha aí de novo a separação corpo e mente, e eu que sempre digo que mente é corpo? E juro que isso vem da experiência e não do que sei! Será? Tá vendo? Culpa da palavra, não minha. Culpa? Não! Responsabilidade é uma palavra melhor, mais leve pelo menos 2011 anos... Incorporamos esse discurso que formata um entendimento que não condiz com aquilo que sentimos, e mesmo assim o reproduzo, contaminando outros corpos. Que força é essa? Sai de mim! Complicado. É melhor parar de escrever...
Mas antes e para não concluir: Se tudo que sei vem do meu corpo e o que aprendi vem de outro corpo que também passou pelo mesmo processo, então expresso o que já se sabe? Sou uma repetição de tudo que me chega? Que contribuição é a minha? E quem sou, então, se sou meu corpo? Sou todos e tudo? Sou o que sei ou o que vivo? Ou os dois? O conhecimento não é aquele advindo e construído da experiência do corpo que vive? Se incorporo esse conhecimento ele não estaria também formatando a minha experiência?
Aplicando essa reflexão à prática , quando executo um movimento, o interessante seria que por mais que eu já o saiba de tanto que o treinei, no momento que o faço, o faço sentindo-o em cada instante, me perguntando enquanto o sinto se ele é assim mesmo. Assim permito–o ser, mesmo não sendo aquele que idealizei. Assim vivo o movimento. A vida não é assim? Ou você já sabe o que está vivendo?
As palavras elucidam, acalmam e muitas vezes me aceleram também porque desabafa o que o corpo vive e ao mesmo tempo não são o bastante. Nunca. A velocidade vem daí, da angustia da busca. Ler expurga coisas que não consigo escrever. Falar é uma maneira de pensar e escrever me possibilita meios de organizar e de me referir aquilo que sei no ato, no movimento, na sensação, definitivamente no corpo. Dançar é mais fácil. Meu corpo, já sabe. Es nem tudo que sei vira palavra. E ás vezes vira palavra errada.
E talvez não seja possível expressar com palavras porque a mente trabalha focando, sintetizando e o corpo é vida sem controle expressa sentindo e aprende ensinando. Olha aí de novo a separação corpo e mente, e eu que sempre digo que mente é corpo? E juro que isso vem da experiência e não do que sei! Será? Tá vendo? Culpa da palavra, não minha. Culpa? Não! Responsabilidade é uma palavra melhor, mais leve pelo menos 2011 anos... Incorporamos esse discurso que formata um entendimento que não condiz com aquilo que sentimos, e mesmo assim o reproduzo, contaminando outros corpos. Que força é essa? Sai de mim! Complicado. É melhor parar de escrever...
Mas antes e para não concluir: Se tudo que sei vem do meu corpo e o que aprendi vem de outro corpo que também passou pelo mesmo processo, então expresso o que já se sabe? Sou uma repetição de tudo que me chega? Que contribuição é a minha? E quem sou, então, se sou meu corpo? Sou todos e tudo? Sou o que sei ou o que vivo? Ou os dois? O conhecimento não é aquele advindo e construído da experiência do corpo que vive? Se incorporo esse conhecimento ele não estaria também formatando a minha experiência?
Aplicando essa reflexão à prática , quando executo um movimento, o interessante seria que por mais que eu já o saiba de tanto que o treinei, no momento que o faço, o faço sentindo-o em cada instante, me perguntando enquanto o sinto se ele é assim mesmo. Assim permito–o ser, mesmo não sendo aquele que idealizei. Assim vivo o movimento. A vida não é assim? Ou você já sabe o que está vivendo?
27/05/2011
Intervenção COLETIVA Subterrânea em Brasilia
Local: Passarela Subterrânea da 103 Sul
Dia: 27 e 28 de Maio. Quem sabe dia 29, 30, 31 também...
Horario: Manhãs inteiras, tardes inteiras, fins de tarde, inicios de noite...
INTERVIR no espaço urbano a fim de destina-lo à arte, à expressão, à vida.
TRANSFORMAR a degradação em arte, o abandono em criatividade!
TRANSFORMAR a passarela em galeria. Galeria aberta, livre e efêmera.
EXPOR junto com o que ja é exposto ali todos os dias.
CRIAR ali nosso espaço, nossa arte, nossa possibilidade.
LIBERTAR a arte do encarceramento, da prisão, do intocavel.
INVENTE. Leve sua arte, leve você! Tudo é bem vindo, tudo acrescenta!
Pinturas, Fotografias, Desenhos, Performances, Intervenções, Danças...
Paredes, pisos e teto receberão todas as obras.
Varais estendidos pela passarela pendurarão telas, fotografias, objetos. PARTICIPE!
25/05/2011
5 anos de Cidade em Plano
Já subiram aos palcos para dançar o espetáculo durante esses cinco anos de Cidade em Plano, além do elenco original, os bailarinos Leandro Menezes, Rafael Villa, Karla Freire, Breno Metre, Robson Castro, Thais Khouri e Paula Queiroz.
Este espetáculo da Anti Status Quo foi o mais apresentado na história da Companhia e o que mais teve desdobramentos como vídeodança piloto "De Carne e Pedra - Cidade em Plano", o livro "Arqueologia de um Processo Critivo - Um livro coreográfico" e o mais novo projeto de instalação coreográfica.
Momento de comemoração para a Companhia que o Leandro Menezes bem lembrou hoje no ensaio! Sabemos bem que uma das maiores dificuldades dos artistas neste país, é a continuidade e perenidade de seus trabalhos. Portanto, podemos considerar esse fato como um feito! Um abraço forte a todos que contribuiram para isso!
20/05/2011
Abraços 7x5

A pesquisa é fruto de uma reflexão em torno do universo do corpo do intérprete na linguagem da performance, analisando suas capacidades de desenvolvimento pré-expressivo e expressivos na cena contemporânea, no caso, no objeto de aplicação, a performance Abraços, escrita por Romero Nepomuceno e dirigida pelo bailarino Leandro Menezes para obtenção do título de Especialista em Direção Teatral pela Faculdade de Artes Dulcina de Moraes .Abraços 7x5 propõe uma reflexão-recorte das relações humanas. Quando essas relações se tornam obsoletas, fúteis, incompreendidas ou de fato se estabelecem? O texto não propõe apenas a incomunicabilidade, mas também os raros, sinceros, agressivos e carinhosos encontros humanos. Abraços 7x5 define-se como uma experiência performática com o outro, do silêncio e do desencontro. O acaso.
Performance "Abraços 7x5"
Local: Teatro Dulcina de Moraes - CONIC
Dia: 21 de Maio de 2011
Entrada Franca
16/05/2011
Dançando com palavras
Em muitos dos nossos encontros e ensaios dançamos com as palavras. Hoje dançamos muito falando sobre conceitos de cultura, o que permeia nossas noções e percepções, falamos de ética/estética, morte, dualismo corpo/mente, a lógica do mercado, os modos de produção e sua influência no conteúdo artístico de uma obra, a diferença entre arte e entreterimento, a origem do que hoje conceituamos e chamamos de arte, falamos dos limites físicos, psicológicos e emocionais da entrega à uma proposta artística. Dançamos falamos sobre a construção de uma cultura de grupo. A constituição de um arcabouço comum de referências e reflexões para que nossa consciência reconheça e nossa sensibilidade abarque e desvele. Acreditando sempre que nossa dança cada vez mais possa por meio desse exercício expressar o que pensamos e sentimos de fato.
09/05/2011
O Núcleo de formação da Anti Status Quo Cia de Dança está iniciando mais um novo projeto!
A ideia de trabalhar com projetos foi o jeito que encontramos de focar o trabalho de formação de intérpretes em alguns temas, ou interesses. Dessa forma o conteúdo dado encontra eco na experiência vivida, o contexto ajuda a entender de forma muito mais integrada as habilidades que muitas vezes treinamos em aula e só mais tarde quando estamos em cena nos damos conta de sua aplicação.
O projeto que estamos realizando no momento veio de uma proposta de um dos integrantes do núcleo: Danilo Fleury. A ideia é trabalhar em espaço público, mais especificamente a passarela subterrânea da 103 sul. Serão nove aulas voltadas para a improvisação e construção de performances ou intervenções urbanas neste espaço. Muitos conteúdos importantes já estão sendo conectados com a proposta, como pesquisa de campo, tradução intersemiótica, improvisação a partir de um tema, análise do espaço e criação de movimento. Para acompanhar o projeto e conhecer um pouco de todo o processo visite o blog do núcleo de formação: http://www.hojetemdanca.blogspot.com/
O projeto que estamos realizando no momento veio de uma proposta de um dos integrantes do núcleo: Danilo Fleury. A ideia é trabalhar em espaço público, mais especificamente a passarela subterrânea da 103 sul. Serão nove aulas voltadas para a improvisação e construção de performances ou intervenções urbanas neste espaço. Muitos conteúdos importantes já estão sendo conectados com a proposta, como pesquisa de campo, tradução intersemiótica, improvisação a partir de um tema, análise do espaço e criação de movimento. Para acompanhar o projeto e conhecer um pouco de todo o processo visite o blog do núcleo de formação: http://www.hojetemdanca.blogspot.com/
27/04/2011
O inesperado - Crônica de um trabalho de campo em dança na nossa Brasília
A Companhia já começou a pesquisa de seu novo trabalho: De Carne e Concreto. Um desdobramento da pesquisa Cidade em Plano. A partir de todo o estudo feito para criar o espetáculo Cidade em Plano desenvolveremos conceitos, ideias, aprofundando estudos, buscando novas abordagens, enfim multiplicando as possibilidades cênicas e expressivas do corpo e do movimento por meio de reflexões que há um bom tempo matura em nosso corpo e imaginário!
Para isso estamos retomando textos, refazendo exercícios de percepção de espaço, e olhando para a dramaturgia do espetáculo já criado de um outro ponto de vista. Inevitávelmente inspirados no livro Arqueologia de um Processo Criativo -Um Livro Coreográfico (recém produzido plea Companhia sobre a criação do espetáculo Cidade em Plano, que já , já terá seu lançamento) começamos revendo como surgiram as ideias, analizando suas origens e reverberações dramaturgicas e coreográficas.
Uma das estratégias adotadas para a criação é a pesquisa de campo, onde vamos à cidade experimentar com o corpo sensações e o ser e estar nesta cidade. Nossa aventura hoje merece um espaço aqui no blog pela coincidência, o acaso, a emoção e a dimensão inesperada que transformou nossa vivência nessa manhã ensolarada de Brasília.
Foto: Agência Brasil
Hoje ás 10h da manhã aproximadamente, estavamos em um lugar que talvez vc nunca tenha ido... Vc conhece a perspectiva da bandeira nacional vista do pé do mastro ?? Pois é, estávamos lá fazendo um exercício de percepção de espaço e detalhes da paisagem e de repente um carro da polícia invadiu o gramado de forma quase violenta e ameaçadora. Cheguei a pensar que o que estávamos fazendo era proibido.... Mas calmos e certos de que o que estávamos fazendo era totalmente inofensivo e legal continuamos...
O nosso exercício era assim, cada um tinha que apontar na paisagem algo que lhe chamasse a atenção. Enquanto um apontava com um gesto algo que lhe intereressava por qualquer motivo, os outros, seguindo a linha do braço, tentava ver o que estava sendo mostrado. Víamos então pelos olhos do outro, algo sempre inusitado que não tiínhamos percebido até então, e talvez nunca víssemos se não fosse pelo olhar do outro. Mesmo viajando no exercício percebemos que os policialis agiam estranho.
Escutávamos rojões e um buzinaço de uma espécie de manifestação que parecia estar acontecendo bem na frente do Palácio do Planalto. De repente percebemos que tinha um homem que havia escalado o mastro da bandeira pela parte de dentro do mastro onde havia uma escada. De lá o homem falava em um megafone chamando seus companheiros para se juntar a ele !
Daí o que se viu foi incrível. O lugar começou a ser invadido por carros de polícia, equipes de rádios, de televisões e bombeiros, mais manifestantes vestidos de amarelo e com buzinas, faixas , bandeiras e até um caixão ( de enterro) todo cheio de panos verdes e amarelos... Não necessariamente nessa ordem.
Para nós a emoção era a de ver um grupo de brasileiros tão organizados, emocionados, corajosos lutando por seus direitos. Usando o espaço público e o símbolo de uma nação para reinvindicar e como eles mesmo falavam para desabafar e fazer alguma coisa diante de uma coisa que era pra eles tão injusta e indevida. Raiva, indignação, força, grito, gestos cortando o ar e choro. Corpo em risco. O homem lá em cima tentava colocar sua faixa, suas palavras, seu discurso lá no alto para poder ser notado! Um homem com uma bandeira amarrada nas costas se afastou do grupo se ajoelhou como que desistindo de resistir se entregou ás lágrimas , meio tímido, humilhado e com vergonha, mas totalmente entregue. Por segundos eu vi, e nem tive coragem de apontar... Outro circulava com uma bandeira furada, essa que o fotógrafo registrou. Dois dos manifestantes aproximaram de nós e contaram tudo o que estava acontecendo. Palavras amargas e magoadas como: aquela bandida não quer nos receber! Depois mais calmos nos explicaram: E a gente votou nela! Ela recebe os estrangeiros lá do Haiti mas não recebe a gente aqui do Brasil. Tá certo que nossos irmãos do Haiti mereçam a atenção dela mas não é justo a gente de casa não ser ouvido. Primeiro a gente tem que arrumar a casa da gente para depois pensar nos estrangeiros. Não é justo! Já são 10 anos de luta e eles não nos dão atenção! Já fizemos de tudo por meio legais e não adianta.
Ficamos tomados e ficamos lá esperando o que ia acontecer. Um deles foi dar entrevista para os repórteres, as camêras, os microfones, cbns, redes globos, redes tv, sbts... Ficamos sabendo que tinham três peesoas lá em cima e que a intenção deles era ficar lá até a Dilma recebê-los. Estavam preparados: tinham comida, água, roupas de frio e até advogado.
Foi difícil ir embora. Mas fomos com essa dimensão de cidade que Brasília tem e de que tanto somos muitas vezes tão alheios. Dançamos num prédinho quase cravado na explanada dos ministérios. Tão perto e tão longe. Quantas realidades existem? Dançamos depois com a pele, com o vento e com o sol com o corpo atravessado, furado, engasgado.
Será que os homens ainda estão lá agora?
Para quem quizer saber mais sobre as razões da manifestação acesse os links:
http://noticias.r7.com/brasil/noticias/ex-soldados-da-aeronautica-ameacam-por-fogo-em-bandeira-do-brasil-20110427.html
http://odia.terra.com.br/portal/brasil/html/2011/4/ex_soldados_da_fab_sobem_no_mastro_da_bandeira_durante_protesto_em_brasilia_160655.html
25/04/2011
31/03/2011
Onde leva o Contato-improvisação...
Leandro Menezes e Flavia Faria fizeram um curso de contato-improvisação com Giovane Aguiar durante uma semana. Segue seus relatos/reflexões sobre a experiência:
Contato...
Durante uma semana fui desafiado... Me desafiei ao limite, desafiei a minha calma, desafiei minha pressa, desafiei a forma, desafiei o peso, o meu peso, o peso do outro, desafiei a gravidade, mais uma vez eu digo, eu me desafiei. Acho que todos deveriam vivenciar o contato improvisação. Independente da técnica, das grandes saídas do chão, o que mais valeu e enriqueceu essa experiência, foi o toque no corpo do outro. O corpo do outro como extensão do meu corpo e do chão. Meu corpo dilatou, meu corpo cresceu, o chão me apaixonou. O estar no chão durante 1 semana tornou-se uma necessidade de buscar uma liberdade. E por que não o ar? O ar, a velha e boa ausência de solo. É perceptível que o sair da concretude do chão me desconforta, me desequilibra, e mais uma vez, me desafia, aliás, desafia não, me “desafina”. Nesse momento não sonho, não devaneio, não entro em algum estado de criação, eu simplesmente me desorganizo, me desalinho, me desespero. O ar, a ausência de chão, de domínio, me desestrutura. Quem sempre foi base, não sabe ser ar. E quem não sabe ser ar, não aproveita para se arriscar, não aproveita para se lançar, não aproveita para confiar. Do meu corpo eu sei cuidar, será que do meu corpo o outro sabe lidar?Após uma semana de trabalho, reflito, reconheço muitas lacunas, limites borrados, mas me surpreendo ao querer ir mais, me desafiar mais.
Leandro Menezes
Contato, improvisação e transformação
Fiz contato com o passado. Voltei a algum lugar da minha infância e lembrei do jardim da casa da minha bisavó Maria Luíza. Meu flash de memória não foi sobre nenhum acontecimento ou situação específicos. Foi simplesmente uma sutil sensação, um sentimento gostoso do fato de estar naquele jardim tão florido, cheio de roseiras, e sentir um conforto indescritível. Não me lembro de ter tido acesso a essa lembrança em nenhum outro momento da minha vida. Nessa semana do workshop estudamos a pele, os músculos e os ossos, e para mim ficou claro que entre todas essas camadas existe muito mais memória e informação do que se pode imaginar. Ter acesso a isso, foi uma experiência única e enriquecedora.
Contactei também o presente, no sentido de reconhecer na minha forma de dançar, de rolar no chão e fazer os exercícios de peso, alguns aspectos próprios que encontro no meu dia-a-dia. Isso ocorre na forma de enxergar o mundo e conseqüentemente de me relacionar com as pessoas e comigo mesma. Me observei compreendendo minhas reações, e selecionando o que eu queria manter, e o que eu já não queria mais. Continuo nesse estado até agora e penso ter aberto um espaço para que ele permaneça.
Enfim posso dizer que acabei contactando o futuro. Tenho certeza de que essa soma de sensações e percepções tornará mais completa a minha busca pela consciência corporal e autoconhecimento. Influenciará também as minhas escolhas, e a forma de encarar o que a vida apresentar. Em uma semana muita coisa se transformou, e sobre todos os sentimentos se destaca a gratidão. Sinto-me grata às oportunidades, aos encontros, e sobretudo, de estar consciente de pelo menos parte dessa transformação.
Flavia Faria
Foto: Luciana Lara
27/03/2011
Reforma do blog
Como vcs já devem ter notado, estamos fazendo uma reforma no blog. A maior novidade é que agora acrescentamos algumas páginas fixas com informações sobre a Companhia. Devagar, esperamos que a reformulação possa fazer com que algumas informações sejam mais fáceis de achar!
02/03/2011
27/02/2011
Resta pouco a dizer - Ajudando a divulgar!
O bailarino e ator Leandro Menezes está participando do projeto TEATRO VISUAL: O QUE AINDA NÃO TÍNHAMOS VISTO? do Núcleo de Pesquisa Resta Pouco a Dizer de Brasília -DF, dirigido pelos diretores Fernando e Adriano Guimarães com um intercâmbio com a companhia mineira de marionetes Pigmalião Escultura que Mexe, sediada em Belo Horizonte. A programação composta por diálogos, peças, performances e oficinas faz a ocupação da FUNARTE de Brasília -DF que começou no dia 28 de janeiro e ainda se estende até 18 de março.
Foto de Ismael Monticelli
Hoje, domingo, dia 27/02 ás 20h, no Teatro Plínio Marcos - Complexo Cultural FUNARTE
é a última oportunidade para ver RESTA POUCO A DIZER. ( com as peças curtas de Beckett : Respiração Mais, Catástrofe, Ato sem Palavras II, Jogo, Respiração I e II, Respiração Embolada )
Ingressos: R$ 10,00 e R$ 5,00
Catástrofe, de Samuel Beckett. Com Michelly Scanzi, Otávio Salas e Valéria Rocha .
Ato sem palavras II, de Samuel Beckett.Com Bruno Torres, Leandro Menezes e Mateus Ferrari.
Jogo, de Samuel Beckett.Com Camila Evangelista, Diego de León e Michelly Scanzi.
Direção de Adriano e Fernando Guimarães.
Respiração I e II e Respiração Embolada, performances de Adriano e Fernando Guimarães.
Com Bruno Torres, Camila Evangelista, Diego de León, Kaká Taciano, Leandro Menezes, Mateus Ferrari, Michelly Scanzi, Otávio Salas, Tati Ramos,Valéria Rocha.
Foto de Lenise Pinheiro
Para a programação completa e saber mais sobre a proposta acesse: http://teatrovisualocupacaofunarte.wordpress.com/
24/02/2011
23/02/2011
Frases ouvidas durante as intervenções urbanas
Por Marcela Brasil :
"Não, ela não está passando mal... está dançando"
"Ei, vc faz parte deste grupo que tá fazendo arte?"
"Acho que ela não faz parte daquele grupo"
"Pode começar gente, pode ficar a vontade" (a gente já tinha começado)
"Deixa!!! Eles estão fazendo apresentação de dança"
"Moça, vc tá bem?"
Por Luciana Lara:
"O que é que é isso, gente?"
"Parece coisa de criança."
" E isso é arte? Outro respondeu: Dizem que é..."
"Eles tem permissão para fazer isso..."
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