27/09/2011
26/09/2011
21/09/2011
19/09/2011
Abertura da Exposição: A História da Dança em Brasília
Ontem aconteceu a abertura da exposição: A História da dança em Brasília no Espaço Cultural Renato Russo (508 sul). Muito bacana! Vale a pena conferir! A exposição vai até o dia 29 de setembro. Pouquíssimo tempo, então fiquem atentos e não percam! Na abertura foi mostrado um vídeo documentário com vários artistas da dança de Brasília, aqui vai ele em três partes:
Serviço:
A História da Dança em Brasília
Data: 17 a 29/09/2011 Hora: seg a sáb das 09h às 21h
Espaço Cultural Renato Russo (508 sul) - Brasília - DF
Exposição com fotos significativas da história da dança da Capital Federal.nas Galerias Parangolé, Rubem Valentim e Praça Central.
Entrada Franca.
Serviço:
A História da Dança em Brasília
Data: 17 a 29/09/2011 Hora: seg a sáb das 09h às 21h
Espaço Cultural Renato Russo (508 sul) - Brasília - DF
Exposição com fotos significativas da história da dança da Capital Federal.nas Galerias Parangolé, Rubem Valentim e Praça Central.
Entrada Franca.
09/09/2011
08/09/2011
Percepção - Nós e as coisas
"A coisa nunca pode ser separada de alguém que a perceba, nunca pode ser efetivamente em si, porque suas articulações são as mesmas de nossa existência, e porque ela se põe na extremidade de um olhar ou ao termo de uma investigação sensorial que a investe de humanidade. Nessa medida, toda percepção é uma comunicação ou uma comunhão, a retomada ou acabamento, por nós, de uma intenção alheia ou, inversamente, a realização no exterior, de nossas potências perceptivas e como um acasalamento de nosso corpo com as coisas."
MERLEAU-PONTY, Maurice - Fenomenologia da Percepção, p. 429. Ed. Martins Fontes
MERLEAU-PONTY, Maurice - Fenomenologia da Percepção, p. 429. Ed. Martins Fontes
28/08/2011
Uma experiência, um presente do Cena Contemporânea
Estou fazendo o workshop de Manoel Vason pelo Festival Cena Contemporânea. O fotógrafo italiano tem um trabalho onde o corpo é o centro de sua atenção. Ele faz um trabalho de performance em fotografia com artistas de várias partes do mundo. As imagens são de uma força incrível. Confiram o site do artista:www.manuelvason.com
Foto: Manuel Vason e Miguel Pereira
Foto: Manuel Vason e Anne Seagrave. No workshop Manuel compartilhou sua trajetória e um pouco das estórias dos artistas com os quais já trabalhou. A colaboração entre fotógrafo e fotografado é um aspecto precioso em seu trabalho. O que mais me chama a atenção em seu trabalho é realmente a construção da imagem e sua postura diante do trabalho. Sua fotografia não tem a exploração de ângulos e perspectivas diferentes. A camêra parece sumir porque com a imagem quase sempre fotografada de frente o indivíduo é literalmente, cuidadosamente e precisamente o centro de tudo. Como ele mesmo disse no workshop "a camêra só captura e documenta". Além disso, o artista se coloca no trabalho de maneira muito sensível e admirável quando propõe a si mesmo também estar na frente das camêras. Manuel Vason em um momento de sua estória, questionando sua arte, resolve também performar ele mesmo e com coragem vai fundo em uma experiência de "stressar seu próprio corpo para entender sua presença". As imagens entram pelos olhos mas atingem todos os sentidos.
Foto: Manuel Vason. Antes de me inscrever para o workshop, olhando as fotos pelo seu site me identifiquei com seu trabalho porque a tempos na Anti Status Quo venho utilizado a fotografia de uma maneira bem específica para além de registrar o trabalho no palco, como é mais comum. Em toda montagem de um espetáculo existe um momento na produção que temos que pensar no material gráfico de divulgação, é nesse momento que temos feito um trabalho que chamo de fotos de pré-produção onde realizamos um ensaio fotográfico partindo de imagens construídas para a coreografia, mas principalmente explorando a dramaturgia que desenvolvemos sobre o tema. Procuro não usar imagens de registro do espetáculo no palco para o material de divulgação pois acho mais interessante criar uma imagem inédita que talvez nem seja possível realmente realizá-la no palco, ou seja explorando as especificidades da mídia fotográfica como um outro meio de expressão. Buscamos uma forma sintética que inspire mais interpretações sobre o tema do espetáculo além de tudo que estamos desenvolvendo, para de alguma forma, atrair a atenção e a curiosidade do público para o espetáculo. Esse trabalho se tornou para mim, dentro do processo criativo, uma forma de também estudar e entender as ideas e a abordagem que estamos fazendo do tema e as imagens que construímos. Durante o processo, muitas vezes uma foto ou outra nos dá mais idéias para a coreografia e aprofunda nosso entendimento sobre o que estamos fazendo. Aqui vão algumas fotos da Companhia feitas assim:
Espetáculo: Dalí
Fotografia: Mila Petrillo
Espetáculo: Dalí
Espetáculo: Coisas de Cartum Foto: Luciana Lara e Marconi Valadares
Espetáculo: Aletheia Foto: Luciana Lara.
Espetáculo: Autoretrato Dinâmico Foto: Luciana Lara
O workshop de Manuel Vason tem sido um presente do Festival Internacional de Teatro de Brasília - Cena Contemporãnea. Obrigada querido diretor do Cena: Guilherme Reis!!! Obrigada Manuel Vason pela experiência!!!! Estaremos postando como na postagem anterior fotos dos estudos que estamos fazendo...
Foto: Manuel Vason e Miguel Pereira
Foto: Manuel Vason e Anne Seagrave. No workshop Manuel compartilhou sua trajetória e um pouco das estórias dos artistas com os quais já trabalhou. A colaboração entre fotógrafo e fotografado é um aspecto precioso em seu trabalho. O que mais me chama a atenção em seu trabalho é realmente a construção da imagem e sua postura diante do trabalho. Sua fotografia não tem a exploração de ângulos e perspectivas diferentes. A camêra parece sumir porque com a imagem quase sempre fotografada de frente o indivíduo é literalmente, cuidadosamente e precisamente o centro de tudo. Como ele mesmo disse no workshop "a camêra só captura e documenta". Além disso, o artista se coloca no trabalho de maneira muito sensível e admirável quando propõe a si mesmo também estar na frente das camêras. Manuel Vason em um momento de sua estória, questionando sua arte, resolve também performar ele mesmo e com coragem vai fundo em uma experiência de "stressar seu próprio corpo para entender sua presença". As imagens entram pelos olhos mas atingem todos os sentidos.
Foto: Manuel Vason. Antes de me inscrever para o workshop, olhando as fotos pelo seu site me identifiquei com seu trabalho porque a tempos na Anti Status Quo venho utilizado a fotografia de uma maneira bem específica para além de registrar o trabalho no palco, como é mais comum. Em toda montagem de um espetáculo existe um momento na produção que temos que pensar no material gráfico de divulgação, é nesse momento que temos feito um trabalho que chamo de fotos de pré-produção onde realizamos um ensaio fotográfico partindo de imagens construídas para a coreografia, mas principalmente explorando a dramaturgia que desenvolvemos sobre o tema. Procuro não usar imagens de registro do espetáculo no palco para o material de divulgação pois acho mais interessante criar uma imagem inédita que talvez nem seja possível realmente realizá-la no palco, ou seja explorando as especificidades da mídia fotográfica como um outro meio de expressão. Buscamos uma forma sintética que inspire mais interpretações sobre o tema do espetáculo além de tudo que estamos desenvolvendo, para de alguma forma, atrair a atenção e a curiosidade do público para o espetáculo. Esse trabalho se tornou para mim, dentro do processo criativo, uma forma de também estudar e entender as ideas e a abordagem que estamos fazendo do tema e as imagens que construímos. Durante o processo, muitas vezes uma foto ou outra nos dá mais idéias para a coreografia e aprofunda nosso entendimento sobre o que estamos fazendo. Aqui vão algumas fotos da Companhia feitas assim:
Espetáculo: Dalí
Espetáculo: Coisas de Cartum Foto: Luciana Lara e Marconi Valadares
Espetáculo: Aletheia Foto: Luciana Lara.
Espetáculo: Autoretrato Dinâmico Foto: Luciana Lara
O workshop de Manuel Vason tem sido um presente do Festival Internacional de Teatro de Brasília - Cena Contemporãnea. Obrigada querido diretor do Cena: Guilherme Reis!!! Obrigada Manuel Vason pela experiência!!!! Estaremos postando como na postagem anterior fotos dos estudos que estamos fazendo...
23/08/2011
20/08/2011
16/08/2011
14/08/2011
Último dia para assistir a Quasar em Brasília com seu espetáculo: "Tão Próximo"
Local: Sala Villa Lobos
Endereço: Teatro Nacional Cláudio Santoro - SCTN, Via N2
Quando: De 13/08/2011 a 14/08/2011
Horário: Domingo, às 20h
Preço: R$40,00 e R$20,00(meia-entrada)
Para saber mais:
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2011/08/12/interna_diversao_arte,265221/coreografia-do-espetaculo-tao-proximo-e-inspirada-no-contato-entre-pessoas.shtml
http://www.quasarciadedanca.com.br/
06/08/2011
24/07/2011
Aniversário do blog HOJE TEM DANÇA do Núcleo de Formação da Anti Status Quo Companhia de Dança.
Mesmo perdendo o dia extato da merecida comemoração, não podia deixar de registrar aqui seu aniversário de 1 ano!! Dia 6 de julho de 2010, Flávia Faria, na época uma das integrantes do núcleo de Formação da A.S.Q., teve a inciativa e inaugurou o blog do núcleo chamando-o de: Hoje tem dança. O blog surgiu de uma necessidade de fazer uma espécie de diário de bordo das aulas do núcleo de formação, um lugar para registro e reflexão. Gerido pelos próprios integrantes do núcleo, hoje, o blog é um espaço extendido das aulas que permite muitas trocas e um contato muito interessante com o que as discussões, nossas realizações e temas estudados nas aulas nos fazem pensar, lembrar e acessar... Hoje tem dança se tornou um espaço vivo para compartilhar informações, vídeos, reflexões, referências, ideias, fotos, textos, eventos, sobre o que fazemos, sobre dança contemporânea em Brasília e no Brasil, corpo, arte e suas relações com o mundo... Quem ainda não conhece, acesse e confira: http://www.hojetemdanca.blogspot.com
13/07/2011
05/07/2011
Zona de Contágio - Inscrições abertas para artistas de várias linguagens artísticas no DF!
Oportunidade de inscrição de projetos híbridos de arte. Esse festival tem uma proposta bem interessante!
Confiram!
28/06/2011
Parabéns Teatro do Concreto!!!
Para comemorar o aniversário de 7 anos, o grupo de Brasília Teatro do Concreto está fazendo essa Mostra! Vale a pena conferir!
22/06/2011
Compartilhando trechos de leituras e reflexões
O dicotomismo mente e corpo é tão combatido e vira e mexe nos expressamos influênciados por este modelo, forma de entender, pensar ou expressar sobre o mundo. Porque será que isso ainda acontece?
"The mind/body dichotomy itself can therefore be seen as an extension of the body, expressing symbolically the separate functions of the left and right hemispheres of the brain. Because much social life is dominated by language and linear thinking, the arts are necessary not merely at an ideological level as mediators between mental and manual labour: they have a biological function in activating both hemispheres of the brain and so contributing to a more complete human consciousness."
BLACKING, John. Towards an Anthropology of The Body. In:__________. Anthropology of the Body. London, Academic Press, 1977.
Encontrei no texto "Towards an antropology of the body" de John Blacking (1977) muitas reflexões iluminadoras entre elas uma interessante maneira de pensar que o dicotomismo mente e corpo pode ser visto como uma extensão do corpo, expressando simbolicamente as funções separadas do lado esquerdo e direito do cérebro(tradução minha). Sendo o esquerdo predominantemente envolvido com um pensar analítico, como a linguagem e a lógica, processando informação sequencialmente. O lado direito, em contraste, parece ser responsável pela orientação espacial, talentos artísticos, consciência corporal e por exemplo, reconhecimento de rostos, processando assim informações mais difusas que o lado esquerdo, integrando o material de forma simultânea, em vez de linearmente.
Se isso for realmente o que acontece, todo conhecimento sobre uma mesma coisa é muito bem vindo e complementar, ajudando assim a sentirmos/pensarmos o mundo na sua real complexidade, de várias formas e sob vários prismas.
Se isso for realmente o que acontece, todo conhecimento sobre uma mesma coisa é muito bem vindo e complementar, ajudando assim a sentirmos/pensarmos o mundo na sua real complexidade, de várias formas e sob vários prismas.
No trabalho da Companhia conversar e "teorizar" nosso dançar é parte importante de todo processo, desde o treinamento, durante o processo criativo e nos ensaios. Fazemos por necessidade de conscientização, como trabalho de refinamento das abordagens do movimento e de aprofundamento e tomada de consciência do que nos atravessa culturalmente, psicologicamente, socialmente,etc. Nossa aproximação com as teorias é extremamente prazeiroza, inspirdora e dialógica. É muito bom encontrar no texto de John Blacking o que de alguma forma sinto no corpo quando danço, essa nossa forma de trabalhar vem alimentando muito nossas percepções e maneira de mover!
BLACKING, John. Towards an Anthropology of The Body. In:__________. Anthropology of the Body. London, Academic Press, 1977.
07/06/2011
Fotos da Intervenção Coletiva Subterrânea
O Núcleo de Formação da ASQ fez uma intervenção urbana na semana passada.
Aqui, um pouco do que aconteceu pelas lentes de Guilherme Tavares.
Para ver mais fotos acesse o blog do nucleo: http://www.hojetemdanca.blogspot.com/

01/06/2011
Jogo de espelho
O que me move neste momento é o quanto que todos os textos que estou lendo reverberam em mim. Sim, não o quê, mas quanto. As verdades que encontro neles só são possíveis de serem encontradas porque já estavam em mim? Pura trama e armadilha da cognição e da linguagem que me faz pensar assim ou seria pretensão? Talvez só constatação. Faço exercício diário de tentar acreditar em mim. Minto–me.
As palavras elucidam, acalmam e muitas vezes me aceleram também porque desabafa o que o corpo vive e ao mesmo tempo não são o bastante. Nunca. A velocidade vem daí, da angustia da busca. Ler expurga coisas que não consigo escrever. Falar é uma maneira de pensar e escrever me possibilita meios de organizar e de me referir aquilo que sei no ato, no movimento, na sensação, definitivamente no corpo. Dançar é mais fácil. Meu corpo, já sabe. Es nem tudo que sei vira palavra. E ás vezes vira palavra errada.
E talvez não seja possível expressar com palavras porque a mente trabalha focando, sintetizando e o corpo é vida sem controle expressa sentindo e aprende ensinando. Olha aí de novo a separação corpo e mente, e eu que sempre digo que mente é corpo? E juro que isso vem da experiência e não do que sei! Será? Tá vendo? Culpa da palavra, não minha. Culpa? Não! Responsabilidade é uma palavra melhor, mais leve pelo menos 2011 anos... Incorporamos esse discurso que formata um entendimento que não condiz com aquilo que sentimos, e mesmo assim o reproduzo, contaminando outros corpos. Que força é essa? Sai de mim! Complicado. É melhor parar de escrever...
Mas antes e para não concluir: Se tudo que sei vem do meu corpo e o que aprendi vem de outro corpo que também passou pelo mesmo processo, então expresso o que já se sabe? Sou uma repetição de tudo que me chega? Que contribuição é a minha? E quem sou, então, se sou meu corpo? Sou todos e tudo? Sou o que sei ou o que vivo? Ou os dois? O conhecimento não é aquele advindo e construído da experiência do corpo que vive? Se incorporo esse conhecimento ele não estaria também formatando a minha experiência?
Aplicando essa reflexão à prática , quando executo um movimento, o interessante seria que por mais que eu já o saiba de tanto que o treinei, no momento que o faço, o faço sentindo-o em cada instante, me perguntando enquanto o sinto se ele é assim mesmo. Assim permito–o ser, mesmo não sendo aquele que idealizei. Assim vivo o movimento. A vida não é assim? Ou você já sabe o que está vivendo?
As palavras elucidam, acalmam e muitas vezes me aceleram também porque desabafa o que o corpo vive e ao mesmo tempo não são o bastante. Nunca. A velocidade vem daí, da angustia da busca. Ler expurga coisas que não consigo escrever. Falar é uma maneira de pensar e escrever me possibilita meios de organizar e de me referir aquilo que sei no ato, no movimento, na sensação, definitivamente no corpo. Dançar é mais fácil. Meu corpo, já sabe. Es nem tudo que sei vira palavra. E ás vezes vira palavra errada.
E talvez não seja possível expressar com palavras porque a mente trabalha focando, sintetizando e o corpo é vida sem controle expressa sentindo e aprende ensinando. Olha aí de novo a separação corpo e mente, e eu que sempre digo que mente é corpo? E juro que isso vem da experiência e não do que sei! Será? Tá vendo? Culpa da palavra, não minha. Culpa? Não! Responsabilidade é uma palavra melhor, mais leve pelo menos 2011 anos... Incorporamos esse discurso que formata um entendimento que não condiz com aquilo que sentimos, e mesmo assim o reproduzo, contaminando outros corpos. Que força é essa? Sai de mim! Complicado. É melhor parar de escrever...
Mas antes e para não concluir: Se tudo que sei vem do meu corpo e o que aprendi vem de outro corpo que também passou pelo mesmo processo, então expresso o que já se sabe? Sou uma repetição de tudo que me chega? Que contribuição é a minha? E quem sou, então, se sou meu corpo? Sou todos e tudo? Sou o que sei ou o que vivo? Ou os dois? O conhecimento não é aquele advindo e construído da experiência do corpo que vive? Se incorporo esse conhecimento ele não estaria também formatando a minha experiência?
Aplicando essa reflexão à prática , quando executo um movimento, o interessante seria que por mais que eu já o saiba de tanto que o treinei, no momento que o faço, o faço sentindo-o em cada instante, me perguntando enquanto o sinto se ele é assim mesmo. Assim permito–o ser, mesmo não sendo aquele que idealizei. Assim vivo o movimento. A vida não é assim? Ou você já sabe o que está vivendo?
27/05/2011
Intervenção COLETIVA Subterrânea em Brasilia
Local: Passarela Subterrânea da 103 Sul
Dia: 27 e 28 de Maio. Quem sabe dia 29, 30, 31 também...
Horario: Manhãs inteiras, tardes inteiras, fins de tarde, inicios de noite...
INTERVIR no espaço urbano a fim de destina-lo à arte, à expressão, à vida.
TRANSFORMAR a degradação em arte, o abandono em criatividade!
TRANSFORMAR a passarela em galeria. Galeria aberta, livre e efêmera.
EXPOR junto com o que ja é exposto ali todos os dias.
CRIAR ali nosso espaço, nossa arte, nossa possibilidade.
LIBERTAR a arte do encarceramento, da prisão, do intocavel.
INVENTE. Leve sua arte, leve você! Tudo é bem vindo, tudo acrescenta!
Pinturas, Fotografias, Desenhos, Performances, Intervenções, Danças...
Paredes, pisos e teto receberão todas as obras.
Varais estendidos pela passarela pendurarão telas, fotografias, objetos. PARTICIPE!
25/05/2011
5 anos de Cidade em Plano
Já subiram aos palcos para dançar o espetáculo durante esses cinco anos de Cidade em Plano, além do elenco original, os bailarinos Leandro Menezes, Rafael Villa, Karla Freire, Breno Metre, Robson Castro, Thais Khouri e Paula Queiroz.
Este espetáculo da Anti Status Quo foi o mais apresentado na história da Companhia e o que mais teve desdobramentos como vídeodança piloto "De Carne e Pedra - Cidade em Plano", o livro "Arqueologia de um Processo Critivo - Um livro coreográfico" e o mais novo projeto de instalação coreográfica.
Momento de comemoração para a Companhia que o Leandro Menezes bem lembrou hoje no ensaio! Sabemos bem que uma das maiores dificuldades dos artistas neste país, é a continuidade e perenidade de seus trabalhos. Portanto, podemos considerar esse fato como um feito! Um abraço forte a todos que contribuiram para isso!
20/05/2011
Abraços 7x5

A pesquisa é fruto de uma reflexão em torno do universo do corpo do intérprete na linguagem da performance, analisando suas capacidades de desenvolvimento pré-expressivo e expressivos na cena contemporânea, no caso, no objeto de aplicação, a performance Abraços, escrita por Romero Nepomuceno e dirigida pelo bailarino Leandro Menezes para obtenção do título de Especialista em Direção Teatral pela Faculdade de Artes Dulcina de Moraes .Abraços 7x5 propõe uma reflexão-recorte das relações humanas. Quando essas relações se tornam obsoletas, fúteis, incompreendidas ou de fato se estabelecem? O texto não propõe apenas a incomunicabilidade, mas também os raros, sinceros, agressivos e carinhosos encontros humanos. Abraços 7x5 define-se como uma experiência performática com o outro, do silêncio e do desencontro. O acaso.
Performance "Abraços 7x5"
Local: Teatro Dulcina de Moraes - CONIC
Dia: 21 de Maio de 2011
Entrada Franca
16/05/2011
Dançando com palavras
Em muitos dos nossos encontros e ensaios dançamos com as palavras. Hoje dançamos muito falando sobre conceitos de cultura, o que permeia nossas noções e percepções, falamos de ética/estética, morte, dualismo corpo/mente, a lógica do mercado, os modos de produção e sua influência no conteúdo artístico de uma obra, a diferença entre arte e entreterimento, a origem do que hoje conceituamos e chamamos de arte, falamos dos limites físicos, psicológicos e emocionais da entrega à uma proposta artística. Dançamos falamos sobre a construção de uma cultura de grupo. A constituição de um arcabouço comum de referências e reflexões para que nossa consciência reconheça e nossa sensibilidade abarque e desvele. Acreditando sempre que nossa dança cada vez mais possa por meio desse exercício expressar o que pensamos e sentimos de fato.
09/05/2011
O Núcleo de formação da Anti Status Quo Cia de Dança está iniciando mais um novo projeto!
A ideia de trabalhar com projetos foi o jeito que encontramos de focar o trabalho de formação de intérpretes em alguns temas, ou interesses. Dessa forma o conteúdo dado encontra eco na experiência vivida, o contexto ajuda a entender de forma muito mais integrada as habilidades que muitas vezes treinamos em aula e só mais tarde quando estamos em cena nos damos conta de sua aplicação.
O projeto que estamos realizando no momento veio de uma proposta de um dos integrantes do núcleo: Danilo Fleury. A ideia é trabalhar em espaço público, mais especificamente a passarela subterrânea da 103 sul. Serão nove aulas voltadas para a improvisação e construção de performances ou intervenções urbanas neste espaço. Muitos conteúdos importantes já estão sendo conectados com a proposta, como pesquisa de campo, tradução intersemiótica, improvisação a partir de um tema, análise do espaço e criação de movimento. Para acompanhar o projeto e conhecer um pouco de todo o processo visite o blog do núcleo de formação: http://www.hojetemdanca.blogspot.com/
O projeto que estamos realizando no momento veio de uma proposta de um dos integrantes do núcleo: Danilo Fleury. A ideia é trabalhar em espaço público, mais especificamente a passarela subterrânea da 103 sul. Serão nove aulas voltadas para a improvisação e construção de performances ou intervenções urbanas neste espaço. Muitos conteúdos importantes já estão sendo conectados com a proposta, como pesquisa de campo, tradução intersemiótica, improvisação a partir de um tema, análise do espaço e criação de movimento. Para acompanhar o projeto e conhecer um pouco de todo o processo visite o blog do núcleo de formação: http://www.hojetemdanca.blogspot.com/
27/04/2011
O inesperado - Crônica de um trabalho de campo em dança na nossa Brasília
A Companhia já começou a pesquisa de seu novo trabalho: De Carne e Concreto. Um desdobramento da pesquisa Cidade em Plano. A partir de todo o estudo feito para criar o espetáculo Cidade em Plano desenvolveremos conceitos, ideias, aprofundando estudos, buscando novas abordagens, enfim multiplicando as possibilidades cênicas e expressivas do corpo e do movimento por meio de reflexões que há um bom tempo matura em nosso corpo e imaginário!
Para isso estamos retomando textos, refazendo exercícios de percepção de espaço, e olhando para a dramaturgia do espetáculo já criado de um outro ponto de vista. Inevitávelmente inspirados no livro Arqueologia de um Processo Criativo -Um Livro Coreográfico (recém produzido plea Companhia sobre a criação do espetáculo Cidade em Plano, que já , já terá seu lançamento) começamos revendo como surgiram as ideias, analizando suas origens e reverberações dramaturgicas e coreográficas.
Uma das estratégias adotadas para a criação é a pesquisa de campo, onde vamos à cidade experimentar com o corpo sensações e o ser e estar nesta cidade. Nossa aventura hoje merece um espaço aqui no blog pela coincidência, o acaso, a emoção e a dimensão inesperada que transformou nossa vivência nessa manhã ensolarada de Brasília.
Foto: Agência Brasil
Hoje ás 10h da manhã aproximadamente, estavamos em um lugar que talvez vc nunca tenha ido... Vc conhece a perspectiva da bandeira nacional vista do pé do mastro ?? Pois é, estávamos lá fazendo um exercício de percepção de espaço e detalhes da paisagem e de repente um carro da polícia invadiu o gramado de forma quase violenta e ameaçadora. Cheguei a pensar que o que estávamos fazendo era proibido.... Mas calmos e certos de que o que estávamos fazendo era totalmente inofensivo e legal continuamos...
O nosso exercício era assim, cada um tinha que apontar na paisagem algo que lhe chamasse a atenção. Enquanto um apontava com um gesto algo que lhe intereressava por qualquer motivo, os outros, seguindo a linha do braço, tentava ver o que estava sendo mostrado. Víamos então pelos olhos do outro, algo sempre inusitado que não tiínhamos percebido até então, e talvez nunca víssemos se não fosse pelo olhar do outro. Mesmo viajando no exercício percebemos que os policialis agiam estranho.
Escutávamos rojões e um buzinaço de uma espécie de manifestação que parecia estar acontecendo bem na frente do Palácio do Planalto. De repente percebemos que tinha um homem que havia escalado o mastro da bandeira pela parte de dentro do mastro onde havia uma escada. De lá o homem falava em um megafone chamando seus companheiros para se juntar a ele !
Daí o que se viu foi incrível. O lugar começou a ser invadido por carros de polícia, equipes de rádios, de televisões e bombeiros, mais manifestantes vestidos de amarelo e com buzinas, faixas , bandeiras e até um caixão ( de enterro) todo cheio de panos verdes e amarelos... Não necessariamente nessa ordem.
Para nós a emoção era a de ver um grupo de brasileiros tão organizados, emocionados, corajosos lutando por seus direitos. Usando o espaço público e o símbolo de uma nação para reinvindicar e como eles mesmo falavam para desabafar e fazer alguma coisa diante de uma coisa que era pra eles tão injusta e indevida. Raiva, indignação, força, grito, gestos cortando o ar e choro. Corpo em risco. O homem lá em cima tentava colocar sua faixa, suas palavras, seu discurso lá no alto para poder ser notado! Um homem com uma bandeira amarrada nas costas se afastou do grupo se ajoelhou como que desistindo de resistir se entregou ás lágrimas , meio tímido, humilhado e com vergonha, mas totalmente entregue. Por segundos eu vi, e nem tive coragem de apontar... Outro circulava com uma bandeira furada, essa que o fotógrafo registrou. Dois dos manifestantes aproximaram de nós e contaram tudo o que estava acontecendo. Palavras amargas e magoadas como: aquela bandida não quer nos receber! Depois mais calmos nos explicaram: E a gente votou nela! Ela recebe os estrangeiros lá do Haiti mas não recebe a gente aqui do Brasil. Tá certo que nossos irmãos do Haiti mereçam a atenção dela mas não é justo a gente de casa não ser ouvido. Primeiro a gente tem que arrumar a casa da gente para depois pensar nos estrangeiros. Não é justo! Já são 10 anos de luta e eles não nos dão atenção! Já fizemos de tudo por meio legais e não adianta.
Ficamos tomados e ficamos lá esperando o que ia acontecer. Um deles foi dar entrevista para os repórteres, as camêras, os microfones, cbns, redes globos, redes tv, sbts... Ficamos sabendo que tinham três peesoas lá em cima e que a intenção deles era ficar lá até a Dilma recebê-los. Estavam preparados: tinham comida, água, roupas de frio e até advogado.
Foi difícil ir embora. Mas fomos com essa dimensão de cidade que Brasília tem e de que tanto somos muitas vezes tão alheios. Dançamos num prédinho quase cravado na explanada dos ministérios. Tão perto e tão longe. Quantas realidades existem? Dançamos depois com a pele, com o vento e com o sol com o corpo atravessado, furado, engasgado.
Será que os homens ainda estão lá agora?
Para quem quizer saber mais sobre as razões da manifestação acesse os links:
http://noticias.r7.com/brasil/noticias/ex-soldados-da-aeronautica-ameacam-por-fogo-em-bandeira-do-brasil-20110427.html
http://odia.terra.com.br/portal/brasil/html/2011/4/ex_soldados_da_fab_sobem_no_mastro_da_bandeira_durante_protesto_em_brasilia_160655.html
Assinar:
Postagens (Atom)












































