18/02/2013

As aulas de dança contemporânea com Luciana Lara 2013 começam hoje


Aulas de dança contemporânea com Luciana Lara



As aulas são abertas a comunidade e  contínuas, realizadas durante todo o ano de 2013, e  faz parte das atividades do Núcleo de Formação da Anti Status Quo Cia de Dança com objetivo de por meio de  atividades regulares viabilizar a formação artística e técnica de novos intérpretes criadores e também a sensibilização de um potencial público de dança  por meio de um programa contínuo de atividades práticas e teóricas que têm o recorte da pesquisa em dança contemporânea que a Companhia realiza.  

Indicação: Estudantes e professores de dança e artes cênicas, atores e bailarinos amadores e profissionais, que buscam uma contínua formação  técnica e artística na área de dança contemporânea e no trabalho expressivo com o corpo. E também a indivíduos que nunca fizeram dança  interessados em conhecer de perto os conceitos e práticas da dança contemporânea.

Duas turmas:

Turma de iniciantes  
Dias: Segundas e quartas
Horário de 18.30 ás 20h

Turma de  intermediário/avançado
Dias: Terças, quintas e sextas
Horário: 12.15 ás 13.45



Conteúdo das aulas:

As aulas de dança contemporânea  são  práticas e teóricas e  incluem  aula técnica com release-based tecnique ( técnica que privilegia  o alinhamento ósseo, vetores de força, aproveitamento do peso como força motriz e movimento articular) e   princípios da técnica de contato-improvisação,  consciência corporal , alongamento e flexibilidade, , anatomia  experimental e aplicada, improvisação, jogos de movimento, criação em dança contemporânea, apreciação crítica de espetáculos, teorias sobre corpo, movimento e expressão,  e análise de movimento Laban.



Local: Sala de balé do Teatro Nacional

Para quem não sabe onde fica:
A sala fica em baixo do Teatro Nacional e a entrada
é pela secretaria de cultura, na mesma rua do centro de dança.
É só chegar, estacionar e dirigir-se para a entrada central que dá
acesso a secretaria de cultura e aí segue direto reto,  no térreo mesmo,
e vira a direita depois de atravessar aquela ruazinha privativa  que
passa nas entradas de serviços das salas Villa Lobos e Martins Penna, a
sala de balé  fica bem nesse cantinho direito meio escondido ...

17/02/2013

Aulas de dança contemporânea em Brasília com Luciana Lara (diretora e coreógrafa da Anti Status Quo Cia de Dança)



As aulas de dança contemporânea com Luciana Lara  2013 começam amanhã, dia 18/02 (segunda -feira)!
  
Os horários e os dias são os mesmos do ano passado:

Turma de iniciantes:
segundas e quartas de 18.30 ás 20h

Turma Intermediário/avançado
Terças, quintas e sextas de 12.15 ás 13.45

Atenção:
As aulas não vão acontecer mais no Centro de Dança (está fechado para reformas)!
As aulas de 2013 vão ser na sala de balé do Teatro Nacional.
Essa sala fica embaixo do Teatro Nacional, onde fica a secretaria de cultura do DF, localizada na mesma rua do centro de dança.
Chegando no estacionamento da secretaria direcione-se para a entrada  central  siga em frente atravessse uma rua interna e depois vire a direiita, a sala fica bem no cantinho no térreo mesmo.

Qualquer dúvida, ou mais informações, ligue: 96454443

30/01/2013

Dança Contemporânea em 2013

Se vc procura por dança contemporânea em Brasília no ano de 2013  fique ligado aqui no blog!
As aulas retornam logo depois do carnaval! Teremos uma turma para iniciante e também uma de intermediário/avançado. As vagas são limitadas!
Mande um e-mail para asqdanca@asqdanca.com.br com seu nome e assim que tivermos todas as informações sobre as aulas mandaremos para vc!

DANCE COM A ASQ CIA DE DANÇA!



18/12/2012

ASQ rumo a 2013!


A Anti Status Quo Companhia de Dança:
Da esquerda pra direita em cima: Danilo Fleury, Samuel Araújo , Leandro Menezes, Vinícius Santana e Rafael Villa.
Da esquerda pra direita em baixo: Caio Lins, Luara Learth, Luciana Lara  e Valéria Rocha.

29/11/2012

fotos performance 2 - Estudos para "De Carne e Concreto"


M       A      T      É       R      I        A  










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23/11/2012

Resultado da audição para A.S.Q




Temos  o prazer de anunciar o resultado da audição:


Bailarinos: Rafael Villa
                    Vinícius Santana
                    Valéria Rocha
                     Luara Learth

Estagiários: Danilo Fleury

                     Aline Araújo
                     Caio Lins 

Gostaria de agradecer a todos que ajudaram na realização desse longo processo, em especial a Yara De Cunto, Leandro Menezes, Samuel Araújo  e Robson Castro.  

Continuação dos textos/relatos sobre o processo de audição: Texto de Rafael Villa




Há tempos não escrevia. Há tempos não dançava.

Aquela estranheza de ficar sem escrever e quando voltar a fazê-lo perceber que minha letra virou um garrancho.

Aquela estranheza de ficar sem dançar e quando voltar a fazê-lo perceber que meu movimento virou um garrancho.

Preciso apontar esse lápis, limpar o caderno, esticar meu corpo e me acostumar com a dor. Assim como minha mão já dói agora.

Como posso estar tão dentro, tão próximo do Cidade em Plano e tão distante destas pessoas? Me sentindo, não excluído, mas um estranho. Isso reflete no meu “fazer dança”, no meu “eu criador”.

Tem um papo hippie artístico que não me agrada, a arte fica parecendo exclusiva de gente diferente,  que só vive disso,  muito especial.

Brasília tem me causado um ranço. Cada vez mais sinto menos vontade de estar aqui. As relações pessoais são muito esquisitas e cansei disso. Mas tem coisas que me prendem. Me questiono por que ficar. É necessário me encaixar? Cadê minhas amigas? Karlota? Marcela? Leandro parece uma ponte ao passado, uma ponte reformada. Por que o reconheço mas ele está mais distante. Mudaram a ponte de lugar ou eu que andei demais?

O que tem dentro de mim é estranho demais. Esquizofrenia pura. Ora por querer colocar meu corpo em risco (sempre gostei) ora por querer para com tudo, não pela dança mas pra não me irritar com o que não concordo.

Passei o dia mal humorado. Minhas irmãs sofreram, meu cachorro sofreu, meus clientes sofreram. Mas eu também sofri. Sofri por que meu mal humor me deixa imobilizado. Quase não consegui fazer nada o dia todo.

Agora à noite fiquei em silêncio. Minha cunhada fez uma piada. Soltei um sorriso de canto de boca só pra dizer que tinha entendido. Fui pro quarto, estava exausto. Meu cachorro não queria dormir. Tive vontade de sacudir o bichinho  e lembrei da minha prima que diz ter vontade de fazer o mesmo com a filha de um ano, minha culpa diminuiu quase que por completo. Apaguei as luzes e ela se acalmou. Ela dormiu mas eu não.

Acendo a luz, começo a escrever. Pronto! Era isso!

Escrever pra poder dormir. Dançar pra poder acordar.

Rafael Villa

20/11/2012

Texto de Valéria Rocha







Texto de Aline Araújo



Audição –ASQ – nov 2012

Estudar  a arte  acompanhado de um processo histórico e crítico acrescentou uma carga de emoções muito grande durante o período da audição com a Companhia ASQ.

O envolvimento com a dança em seu movimento pesquisado, proporcionou um novo olhar para a estética do corpo.

O relaxamento apresentado junto com a respiração libera um novo espaço para a extensão ou mesmo soltura do movimento. Algo inovador na minha experiência.

Um grande aprendizado de debater conceitos de arte e estética na dança que alimenta a necessidade de buscar novas ideias, autores inovadores e ricas discussões.

Uma união de improvisos que trouxe uma identidade excêntrica e “provocacional” na construção coreográfica, aborda um sentido para direção que leva ao encadeamento de ideias.

A fuga pelo literal, bem difícil exigia uma concentração muito grande, mas só foi obtido com ajuda da desconstrução da imagem.

O mérito foi superar o medo de torcer a cervical ou distender um músculo. Mas consegui realizar a “tal da vela”. E em todo lugar que vou tento a posição.

Por último a descoberta: sensações que despertam e trazem a memória do movimento. Lembrar o que impulsionou e dele motivou a ação daquele corpo que movimentava.

Aline Araújo

Texto de Vinícius Santana


Texto de Maiara Queiroz



Anti Status Quo. Assim é como eu me chamo. Atualmente deveria me chamar Status Quo, o "estado do momento atual". E assim é como eu estou agora, assim é como eu me sinto. 

Cada dia se transforma numa caixa de surpresas. Aquela ilusão de ter o controle do meu
futuro está cada vez mais perto de virar cinzas.Começo desde bem cedo escutando meu corpo, tentando descrever quê tipo de cuidados ele vai querer hoje. Meus músculos, as minhas articulações, meu mal humor que vai variando de estados a cada minuto; o meu entusiasmo, que por momentos sofre um ataque de pânico quando percebe que pode mudar novamente até virar um novo mal humor, e daí volta para o entusiasmo, e daí o não saber, e a confusão, e o medo, e a tristeza, e a felicidade que tem fim porque volta para o desespero de tantos e tantos estados intensamente dimensionados, todos se mexendo no meu interior. E ali eu, tentando dirigir os meus movimentos e darem sentido à minha expressividade. 

Tal vez deveria ter estudado atuação. Pelo menos saberia como disfarçar tanta emoção
toda junta. Mas sou como uma esponja, uma filtragem de águas turvas e cristalinas na
deriva das ondas, sem o menor controle da próxima maré. 

Esse não controle, esse não saber, me traz uma engraçada sensação de me sentir no
momento justo para à improvisação. Qualquer coisa pode acontecer, qualquer coisa pode sair de mim, estou pronta para responder a qualquer estímulo. Não tenho medo, estou entusiasmada, começo gostar das surpresas, podem rir de mim porque começo gostar de fazer rir. Cada velho preconceito que aparece na minha cabeça começa escorrer como molho de manteiga. Então crio de novo, e me faz rir, e estou livre para fazer o que eu quiser, e a minha imaginação começa voar, e até acho que sou realmente criativa, e já não sei mais o que eu vou fazer agora nem em qual dos estados vou acordar na manhã seguinte. 

Acordo e está chovendo, o céu está fechado e a minha cara também. Hoje não quero falar, não quero sentir, não quero pensar, não quero dizer, mas meu corpo diz todas as coisas. Começo ficar dura, sozinha, longe, não estou mais aqui nem quero estar com ninguém Me deixem em paz. Não quero sair daqui. Estou chateada. Agora vamos sentir, se conectar com os estados ... Os estados???!!! Ainda não estou pronta!! Qualquer coisa pode brotar de mim hoje e estou assustada. Resisto. Estou chateada. Me dói. Pronto, já era, não tenho forças, vou chorar. Que idiota. Que fracasso. Que vergonha ... Choro, respiro, choro, me assusto, estou triste, me critico, choro ... isto não era mais que outra maré de águas turvas ... Vou continuar mexendo, vou me entregar, não sei qual será o resultado mas já não me importo com isso. Agora estou nua, realmente nua.

Não sei porquê estou aqui mas vou me mexer até encontrar uma resposta. Não quero pensar, não quero calcular, não quero planejar, quero estar agora, presente, aberta, transparente. Não sei qual é o meu desejo neste espaço desconhecido, só posso intuir que existe alguma força que me atrai. Agora me encontro entre vários corpos nus ao meu redor refletindo cada uma das emoções que eu estou sentindo. Eles fazem parte de mim e eu faço parte deles. Aqui estou agora, aqui eu me encontro, assim sou eu aqui. Eu ja disse tudo, é só olhar para o meu corpo. 

Maiara Queiroz