28/03/2013
18/02/2013
As aulas de dança contemporânea com Luciana Lara 2013 começam hoje
Aulas de dança contemporânea com Luciana Lara
As
aulas são abertas a comunidade e contínuas, realizadas durante todo o ano de
2013, e faz parte das atividades do Núcleo
de Formação da Anti Status Quo Cia de Dança com objetivo de por meio de atividades regulares viabilizar a formação artística e técnica de novos intérpretes
criadores e também a sensibilização de um potencial público de dança por meio de um programa contínuo de atividades
práticas e teóricas que têm o recorte da pesquisa em dança contemporânea que a
Companhia realiza.
Indicação: Estudantes e professores de dança e artes
cênicas, atores e bailarinos amadores e profissionais, que buscam uma contínua
formação técnica e artística na área de
dança contemporânea e no trabalho expressivo com o corpo. E também a indivíduos que nunca fizeram dança
interessados em conhecer de perto os conceitos e práticas da dança
contemporânea.
Duas turmas:
Turma de iniciantes
Dias: Segundas e quartas
Horário de 18.30 ás 20h
Turma de
intermediário/avançado
Dias: Terças, quintas e sextas
Horário: 12.15 ás 13.45
Conteúdo das aulas:
As aulas de dança contemporânea são práticas e teóricas e incluem aula técnica com release-based tecnique ( técnica que privilegia o alinhamento ósseo, vetores de força, aproveitamento do peso como força motriz e movimento articular) e princípios da técnica de contato-improvisação, consciência corporal , alongamento e flexibilidade, , anatomia experimental e aplicada, improvisação, jogos de movimento, criação em dança contemporânea, apreciação crítica de espetáculos, teorias sobre corpo, movimento e expressão, e análise de movimento Laban.
Local: Sala de balé do Teatro Nacional
Para quem não sabe onde fica:
A sala fica em baixo do Teatro Nacional e a entrada
é pela secretaria de cultura, na mesma rua do centro de dança.
É só chegar, estacionar e dirigir-se para a entrada central que dá
acesso a secretaria de cultura e aí segue direto reto, no térreo mesmo,
e vira a direita depois de atravessar aquela ruazinha privativa que
passa nas entradas de serviços das salas Villa Lobos e Martins Penna, a
sala de balé fica bem nesse cantinho direito meio escondido ...
17/02/2013
Aulas de dança contemporânea em Brasília com Luciana Lara (diretora e coreógrafa da Anti Status Quo Cia de Dança)
As aulas de dança contemporânea com Luciana Lara 2013 começam amanhã, dia 18/02 (segunda -feira)!
Os horários e os dias são os mesmos do ano passado:
Turma de iniciantes:
segundas e quartas de 18.30 ás 20h
Turma Intermediário/avançado
Terças, quintas e sextas de 12.15 ás 13.45
Atenção:
As aulas não vão acontecer mais no Centro de Dança (está fechado para reformas)!
As aulas de 2013 vão ser na sala de balé do Teatro Nacional.
Essa sala fica embaixo do Teatro Nacional, onde fica a secretaria de cultura do DF, localizada na mesma rua do centro de dança.
Chegando no estacionamento da secretaria direcione-se para a entrada central siga em frente atravessse uma rua interna e depois vire a direiita, a sala fica bem no cantinho no térreo mesmo.
Qualquer dúvida, ou mais informações, ligue: 96454443
30/01/2013
Dança Contemporânea em 2013
Se vc procura por dança contemporânea em Brasília no ano de 2013 fique ligado aqui no blog!
As aulas retornam logo depois do carnaval! Teremos uma turma para iniciante e também uma de intermediário/avançado. As vagas são limitadas!
Mande um e-mail para asqdanca@asqdanca.com.br com seu nome e assim que tivermos todas as informações sobre as aulas mandaremos para vc!
DANCE COM A ASQ CIA DE DANÇA!
As aulas retornam logo depois do carnaval! Teremos uma turma para iniciante e também uma de intermediário/avançado. As vagas são limitadas!
Mande um e-mail para asqdanca@asqdanca.com.br com seu nome e assim que tivermos todas as informações sobre as aulas mandaremos para vc!
DANCE COM A ASQ CIA DE DANÇA!
18/12/2012
ASQ rumo a 2013!
A Anti Status Quo Companhia de Dança:
Da esquerda pra direita em cima: Danilo Fleury, Samuel Araújo , Leandro Menezes, Vinícius Santana e Rafael Villa.
Da esquerda pra direita em baixo: Caio Lins, Luara Learth, Luciana Lara e Valéria Rocha.
26/11/2012
23/11/2012
Resultado da audição para A.S.Q
Temos o prazer de anunciar o resultado da audição:
Bailarinos: Rafael Villa
Vinícius Santana
Valéria Rocha
Luara Learth
Estagiários: Danilo Fleury
Aline Araújo
Caio Lins
Gostaria de agradecer a todos que ajudaram na realização desse longo processo, em especial a Yara De Cunto, Leandro Menezes, Samuel Araújo e Robson Castro.
Continuação dos textos/relatos sobre o processo de audição: Texto de Rafael Villa
Há tempos não escrevia. Há tempos não dançava.
Aquela estranheza de ficar sem escrever e quando voltar a
fazê-lo perceber que minha letra virou um garrancho.
Aquela estranheza de ficar sem dançar e quando voltar a
fazê-lo perceber que meu movimento virou um garrancho.
Preciso apontar esse lápis, limpar o caderno, esticar meu
corpo e me acostumar com a dor. Assim como minha mão já dói agora.
Como posso estar tão dentro, tão próximo do Cidade em Plano
e tão distante destas pessoas? Me sentindo, não excluído, mas um estranho. Isso
reflete no meu “fazer dança”, no meu “eu criador”.
Tem um papo hippie artístico que não me agrada, a arte fica
parecendo exclusiva de gente diferente, que só vive disso, muito especial.
Brasília tem me causado um ranço. Cada vez mais sinto menos
vontade de estar aqui. As relações pessoais são muito esquisitas e cansei
disso. Mas tem coisas que me prendem. Me questiono por que ficar. É necessário
me encaixar? Cadê minhas amigas? Karlota? Marcela? Leandro parece uma ponte ao
passado, uma ponte reformada. Por que o reconheço mas ele está mais distante.
Mudaram a ponte de lugar ou eu que andei demais?
O que tem dentro de mim é estranho demais. Esquizofrenia
pura. Ora por querer colocar meu corpo em risco (sempre gostei) ora por querer
para com tudo, não pela dança mas pra não me irritar com o que não concordo.
Passei o dia mal humorado. Minhas irmãs sofreram, meu
cachorro sofreu, meus clientes sofreram. Mas eu também sofri. Sofri por que meu
mal humor me deixa imobilizado. Quase não consegui fazer nada o dia todo.
Agora à noite fiquei em silêncio. Minha cunhada fez uma
piada. Soltei um sorriso de canto de boca só pra dizer que tinha entendido. Fui
pro quarto, estava exausto. Meu cachorro não queria dormir. Tive vontade de
sacudir o bichinho e lembrei da minha
prima que diz ter vontade de fazer o mesmo com a filha de um ano, minha culpa
diminuiu quase que por completo. Apaguei as luzes e ela se acalmou. Ela dormiu
mas eu não.
Acendo a luz, começo a escrever. Pronto! Era isso!
Escrever pra poder dormir. Dançar pra poder acordar.
Rafael Villa
20/11/2012
Texto de Aline Araújo
Audição –ASQ
– nov 2012
Estudar a arte acompanhado de um processo histórico e crítico
acrescentou uma carga de emoções muito grande durante o período da audição com
a Companhia ASQ.
O envolvimento
com a dança em seu movimento pesquisado, proporcionou um novo olhar para a
estética do corpo.
O
relaxamento apresentado junto com a respiração libera um novo espaço para a extensão
ou mesmo soltura do movimento. Algo inovador na minha experiência.
Um grande
aprendizado de debater conceitos de arte e estética na dança que alimenta a
necessidade de buscar novas ideias, autores inovadores e ricas discussões.
Uma união de
improvisos que trouxe uma identidade excêntrica e “provocacional” na construção
coreográfica, aborda um sentido para direção que leva ao encadeamento de
ideias.
A fuga pelo
literal, bem difícil exigia uma concentração muito grande, mas só foi obtido
com ajuda da desconstrução da imagem.
O mérito foi
superar o medo de torcer a cervical ou distender um músculo. Mas consegui realizar
a “tal da vela”. E em todo lugar que vou tento a posição.
Por último a
descoberta: sensações que despertam e trazem a memória do movimento. Lembrar o
que impulsionou e dele motivou a ação daquele corpo que movimentava.
Aline Araújo
Texto de Maiara Queiroz
Anti Status Quo. Assim é como eu me chamo. Atualmente
deveria me chamar Status Quo, o "estado do momento atual". E assim é como eu estou agora, assim
é como eu me sinto.
Cada dia se transforma numa caixa de surpresas. Aquela ilusão de ter o controle do meu
futuro está cada vez mais perto de virar cinzas.Começo desde bem cedo escutando meu corpo, tentando descrever quê tipo de cuidados ele vai querer hoje. Meus músculos, as minhas articulações, meu mal humor que vai variando de estados a cada minuto; o meu entusiasmo, que por momentos sofre um ataque de pânico quando percebe que pode mudar novamente até virar um novo mal humor, e daí volta para o entusiasmo, e daí o não saber, e a confusão, e o medo, e a tristeza, e a felicidade que tem fim porque volta para o desespero de tantos e tantos estados intensamente dimensionados, todos se mexendo no meu interior. E ali eu, tentando dirigir os meus movimentos e darem sentido à minha expressividade.
Tal vez deveria ter estudado atuação.
Pelo menos saberia como disfarçar tanta
emoção
toda junta. Mas sou como uma esponja, uma filtragem de águas turvas e cristalinas na
deriva das ondas, sem o menor controle da próxima maré.
toda junta. Mas sou como uma esponja, uma filtragem de águas turvas e cristalinas na
deriva das ondas, sem o menor controle da próxima maré.
Esse não controle, esse não saber, me traz uma engraçada
sensação de me sentir no
momento justo para à improvisação. Qualquer coisa pode acontecer, qualquer coisa pode sair de mim, estou pronta para responder a qualquer estímulo. Não tenho medo, estou entusiasmada, começo gostar das surpresas, podem rir de mim porque começo gostar de fazer rir. Cada velho preconceito que aparece na minha cabeça começa escorrer como molho de manteiga. Então crio de novo, e me faz rir, e estou livre para fazer o que eu quiser, e a minha imaginação começa voar, e até acho que sou realmente criativa, e já não sei mais o que eu vou fazer agora nem em qual dos estados vou acordar na manhã seguinte.
momento justo para à improvisação. Qualquer coisa pode acontecer, qualquer coisa pode sair de mim, estou pronta para responder a qualquer estímulo. Não tenho medo, estou entusiasmada, começo gostar das surpresas, podem rir de mim porque começo gostar de fazer rir. Cada velho preconceito que aparece na minha cabeça começa escorrer como molho de manteiga. Então crio de novo, e me faz rir, e estou livre para fazer o que eu quiser, e a minha imaginação começa voar, e até acho que sou realmente criativa, e já não sei mais o que eu vou fazer agora nem em qual dos estados vou acordar na manhã seguinte.
Acordo e está chovendo, o céu está fechado e a minha cara também. Hoje não quero falar, não quero
sentir, não quero pensar, não quero dizer, mas meu corpo diz todas as coisas. Começo
ficar dura, sozinha, longe, não estou mais aqui nem quero estar com ninguém Me
deixem em paz. Não quero sair daqui. Estou chateada. Agora vamos sentir, se conectar com os estados ... Os estados???!!! Ainda não estou pronta!! Qualquer coisa pode brotar de mim hoje e estou assustada. Resisto. Estou chateada. Me dói. Pronto, já era, não tenho forças, vou chorar. Que idiota. Que fracasso. Que vergonha ... Choro, respiro,
choro, me assusto, estou triste, me critico, choro ...
isto não era mais que outra maré de águas turvas ... Vou continuar mexendo, vou me entregar, não sei qual será o resultado mas já não me importo
com isso. Agora estou nua, realmente nua.
Não sei porquê estou aqui mas vou me mexer até encontrar uma resposta.
Não quero pensar, não quero
calcular, não quero planejar, quero estar agora, presente, aberta, transparente. Não sei qual é o meu desejo neste
espaço desconhecido, só posso intuir que existe alguma força que me atrai. Agora me encontro entre vários
corpos nus ao meu redor refletindo cada uma das emoções que eu estou sentindo. Eles fazem parte de mim e eu faço parte deles. Aqui estou
agora, aqui eu me encontro, assim sou eu aqui. Eu ja disse tudo,
é só olhar para o meu
corpo.
Maiara Queiroz
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