21/09/2009
Último dia - Fotos Luciana Lara
28/08/2009
ANTISTATUSQUO: 21 ANOS EM 01 MÊS
Esse gosto mais que especial do que falo é de entender na emoção, no sentido e na consciência o que a filosofia diz sobre o tempo ser uma unidade em bloco onde passado, presente e futuro se misturam sem uma ordem cronológica em nossa memória. Ao ver a exposição, assistir ao espetáculo Recortes Antistatusquo 21 anos, temos a sensação desse tempo em bloco. Somos bombardeados por várias emoções. Emoções do tempo trazidas pelo tom, estética e do que diz/traz/leva cada recorte, tão carregado de épocas, significados e de uma apropriação contagiante dos bailarinos que estão erguendo 21 anos em 01 mês. Enxergar como um processo que a gente vivenciou está ali por partes e, ao mesmo tempo, por inteiro. Esse é o “especial” que falo. Acho que só quem criou na Antistatusquo pode compartilhar dessa sensação de ver cada movimento carregado de tudo isso, das discussões, da pesquisa, da sensação no corpo, nos poros. A dança lhe salta pela boca, olhos e rasga o peito, grita e comemora...
É muito bom assistir, contemplar, viajar no tempo e fazer parte dessa história.
Parabenizo a todos e, em especial, à Luciana Lara e ao Marconi Valadares que nos brindam com essa parceria que tornou possível que esses movimentos acontecessem e, agora, remomoram seus traços nessa magnífica exposição performática.
Parabéns!! Parabéns!! Parabéns!! E, obrigado por nos permitir ver, viver e sentir tudo isso – e, o melhor: em bloco! (ou em autorretratês: na “bola”)
Robson Castro
Bailarino Antistatusquo
(afastado temporariamente...rs)
27/08/2009
16/08/2009
And they danced.
Bebendo do próprio suor que logo retornava a superfície de corpos.
Os mais diferentes corpos.
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Porque fazemos isso?
Qual o valor de tanta energia gasta?
Oque seria de nós se não o fizéssemos?
Deve ter a ver com o mais irracional.
Com tudo aquilo que deixamos pra trás.
Com tudo aquilo que deixamos de nos importar, o mais essencial do Homem:
Estar vivo.
14/08/2009
No Bongar da Vanguarda
Viva a exposição performática de comemoração dos 21 suados anos da Cia.
O general que perde algumas batalhas mas continua até vencer a guerra!
MÉDICOS! o soldado está ferido!
a infrantaria pesada foi sobrepujada pela barricada inimiga!
Não havia muito tempo para montar uma nova tática.
Tiveram que desviar o curso.
Dividir para conquistar!
No leito muito o que pensar,
refeitas e novamente feitas as
pequenas coisa que se tinha para fazer.
O sofrer maior era da inquietação interna
o ferimento parecia ter lascerado não só o pé
mas o coração também.
Calma... precisei aprender a respirar novamente,
a bronquite:
atacou e minha resistência foi minada!
Há muita alegria em voltar a rever os companheiros.
Fazem parte da minha vida.
Parte do que mais gosto de fazer.
Divido meu dia mais com eles do que com minha família.
uma comparação muito simplória, mas em campos de batalha (antigamente, quando existiam somente armas brancas) os soldados tinham um carinho uma força muito grande proverniente do convivio com os companheiro, pelo fato de passarem campanhas e campanhas armadas juntos, dividindo situações adversas como fome, frio, excesso de peso e sofrimento. Além de na hora do combate depender do escudo do companheiro em sua destra para proteger sua vida com o escudo.
Mais um obstáculo passado.
Agora à busca para enfrentar novamente Pompeu!
Um rio em minha frente. Incerteza...
(suspiro)
{só eu posso nadá-lo.
Quero o calor da batalha, o nervosismo do Tête-à-Tête contra o meu EU.
O suor do trabalho em grupo.
Pois só a arte SALVA!}
sinto muito Rubicão.
"Alea Jacta Est" !
08/08/2009

Exposição Performática Anti Status Quo 21 anos
Data : 15 de Agosto à 13 de Setembro de 2009
Local: Galeria Rubem Valentim
Horário de visitação: Diariamente de 9 ás 22 horas
PROGRAMAÇÃO DAS PERFORMANCES:
Abertura da Exposição Performática:
Espetáculo: ”Recortes Anti Status Quo 21 anos”
15 de agosto de 2009 - Sábado - As 21 horas
- Performances A.S.Q.
Criações inéditas e inspiradas nas pesquisas da companhia e pequenos trechos coreográficos dos 9 espetáculos da companhia (20 minutos):
Diariamente de terça á domingo:
10h
13h
17h
21h
- Espetáculo: ”Recortes Anti Status Quo 21 anos”
Espetáculo com trechos de coreografias de vários trabalhos da companhia (60 minutos):
Dias: 15 e 16, 22 e 23, 29 e 30 de Agosto 5 e 6, 12 e 13 de Setembro.
Sábados ás 21h
Domingos ás 20h
Ensaios abertos da Companhia e do Núcleo de Formação
De Terça a sexta
12.30 ás 14:00h.
19.30 ás 22 h.
Encerramento
Espetáculo: ”Recortes Anti Status Quo 21 anos”
13 de Setembro – Domingo - ás 20 horas
Atividade associada ao Cena Contemporânea - Festival Internacional de Teatro de Brasília 2009.
31/07/2009
30/07/2009
Como foi a pesquisa do Autorretratodinamico?
Para autoretratodinâmico - junho/09
A primeira parte é um encontro de umas pessoas apaixonadas por dança e que se propunham a dançar a dança que viesse de sua história, de seu movimento, de seu fato de ser, de existir, de estar, de se mover, de existir, de sentir... o que te move? por que move? move para onde? de onde vem? por que vem? e assim levam a infindáveis perguntas que o corpo responde melhor que a boca e a cabeça tenta acompanhar. A segunda parte é fazer isso, experimentar isso, dançar isso, falar disso, pesquisar isso... é um mundo de possibilidades, um mundo de vários mundos pessoais que começam a ser dançados por cada um formando a bola. A terceira parte é o espetáculo. Entre cada parte dessa, há outras partes, que de partes não cabem em cada parte que faz parte do todo que não se traduz somente em cada parte que de parte é feita. A quarta, a quinta e a sexta partes são como as anteriores, diferenciam-se pela forma como podemos dizê-las assim, descritivelmente de forma técnica ou não num bando de tentativas inviáveis de organizar o inorganizável do que é viver passado, presente e futuro como uma vida inteira e coesa e dar conta de falar dela como sentimos, carregando tudo assim. Bom. Agora que compreendemos tudo isso, acho melhor a gente ir dançar um pouco.
29/07/2009
Estampado Silêncio - devaneios
Felicidade por fazer o que gosta.
Não perfeitamente, mas fazendo de alguma form,
talvez a melhor
que se pode no momento.
Já não encontro respostas.
Antes o excesso. Pondere, tenha paciência.
A vida se faz desse casamento.
Mudei, me organizei e não pareceu suficiente.
Falta pouco tempo, e tempo
agora é requerido de forma
que não tenho escolha.
Não é a primeira vez,
E fico para escanteio...
Não é culpa de ninguém,
simplesmente assim é.
Assim, demente?
É.
Anotaram a placa do caminhão?
Parece que querer muito uma coisa,
realmente amar, não se permite.
Não pode.
Logo, o que dedicou e batalhou para,
é derramado pelo garçon que
observou a um chamado e esbarrou em alguém
que passava logo
ali.
Diabos de ditos populares:
"Não adianta chorar pelo leite derramado"
Uma ova.
Somos carne, sangue e sentimentos.
Como é estranho observar a sutura anestiada.
Somos carne, sangue...
e sentimentos que criamos
, que sentimos, que está ali e controlamos não contorlamos?
Ah, o acaso.
Parece que querer muito uma coisa,
realmente amar, não se permite.
Não pode.
...
Não, não pode.
Não adianta explicar,
basta Marisa
"É minha só, não é de mais ninguém
A dor é minha, a dor.
A dor é de quem tem"
Já escutei diversas vezes:
"O mestre é aquele que após tantos anos de prática já não pensa mais na hora que faz, não raciocina no movimentar, simplesmente é. É quando chega a hora que esquece tudo que aprendeu e não-o-faz. "
Acho que estão me passando o caminho inverso...
Castelinho de cartas, e tiraram logo aquela do pé do castelo.
Nos dizem, tenha pensamento positivo... poderia ter sido pior.
As vezes isso dá muita raiva, como que para te dizer:
"Ok, você se fudeu, seja um frustado feliz, a merda que você está pisando está fedendo muito
e te afastando de tudo o quer, é legal! Sorria, se possível, dé uma lambidinha nela como agradecimento!"
Para mim isso as vezes soa como SE EU GANHASSE NA LOTERIA...
Não é, a situação é outra. Então para que extrapolar?
enfim, como dizem (grrr novamente!!)
o metronomo não espera.
Drummond
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José ?
e agora, você ?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José ?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José ?
E agora, José ?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora ?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora ?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José !
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José !
Agora Merce Cunningham



Para assistir: http://www.youtube.com/watch?v=tXp7r96UTQ4

26/07/2009
Essa vontade louca de dançar a vida...
Há muito que eu ensaio escrever para este blog. É tanto a dizer que me paraliso.
Hoje decidi. Hoje faço 30 anos e essa pesquisa veio num momento mágico junto com um monte de escolhas de como me mover na vida.
A pesquisa é uma coisa louca. Falar de dança, do seu movimento, do seu mundo, dos seus motivos, da sua vida, da sua forma de mover, do prazer de dançar e de se questionar de tudo isso transformando isso em dança é uma COISA! Nos ensaios, a dança saia transpassando a gente de um jeito muito louco, nos empurrava e saia rasgando o peito com uma vontade louca de dançar a vida e a arte que cada um carrega em sua história de corpo. Fazer disso tudo, arte. Partir de si com força mas sem fazer disso uma dança do ego.
Conversávamos um pouco sobre tudo e uma forma fenomenológica de compreender o próprio movimento como resultado de toda uma história pessoal, uma síntese de si impossível, mas que acontecia a cada improviso. A busca pela dança de si mesmo, do seu próprio mundo.
Ver o espetáculo pronto é uma continuidade de se perguntar o que te move. Como isso ainda continua vivo e não dá para responder a isso sem se dançar em tudo. Por isso às vezes as pessoas querem dançar neste espetáculo. A platéia. Sempre todos falam dessa vontade louca.
É muita vida para dançar, é e muita dança para dar conta da vida.
Ainda vou carregar por muito tempo essa vontade desenfreada de rasgar o mundo com a sensação de "mover o braço" e "fazer brotar" a dança que grita em mim nos momentos mais impróprios...
(*como dançaria Caio Fernando de Abreu)
19/07/2009

14/07/2009
A pesquisa continua

Pesquisar sobre um tema nunca parece ter um fim. Imagina então essa nossa pesquisa com autorretratodinâmico, onde o próprio objeto de interesse é exatamente o fato das coisas mudarem, a análise e a vivência da percepção de como nós nos transformamos num mundo sempre em metamorfose... Puro movimento!
No momento entram fisicamente na pesquisa do autorretrato Gigliola Mendes e Breno Metre, que já estavam participando das discussões e reflexões sobre a pesquisa, mas ainda não tinham tido a chance de entrar mais contundentemente com suas danças. Entra também Thaís Khouri, integrante do núcleo de formação, que começa um estágio na companhia neste mês e inicia um contato com todo o universo que criamos e juntamos para fazer este espetáculo.

05/07/2009
Autorretrato de um público












































